O Transe Ericksoniano

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O TRANSE ERICKSONIANO

Dr. Antonio maspoli

FUNDAMENTOS PSICOLÓGICOS DO TRANSE ERICKSONIANO

  1. INTRODUÇÃO

Milton Hyland Erickson viveu de 1901 a 1980.  Médico, psiquiatra e psicólogo, nascido no dia 5 de dezembro, na cidade de Aurum, Nevada (EUA), até hoje é considerado uma das maiores autoridades mundiais em hipnose aplicada à Psicoterapia e à Medicina. Foi o criador da Hipnose Moderna Ética e Científica, e da Psicoterapia Breve Estratégica (MARQUES, 2018a, p. 69-71).

Em 1960, Milton Erickson fundou a American Society of Clinical Hypnosis, onde ministrava cursos sobre o tema. Nessas aulas, Erickson ensinava a hipnose clássica, mas já disseminava algumas de suas ideias inovadoras.

A aceitação e a identificação automática com as suas abordagens eram tantas que logo seus primeiros discípulos médicos e psicólogos o estimularam a divulgar ainda mais o seu trabalho. Com o incentivo, Erickson passou a publicar livros e artigos sobre seus próprios pensamentos a respeito da hipnoterapia. Com a ajuda de alguns discípulos, a produção, em seguida, ultrapassaria três centenas de publicações, entre 1950 e 1980.

Em 1980, Milton Erickson faleceu, mas sua contribuição para área da saúde fora premiada. Os mesmos alunos que o incentivaram a publicar suas ideias fundaram, com a família, The Milton Erickson Foudantion, em Phoenix, Arizona (EUA). Trata-se de uma entidade sem fins lucrativos, a qual hoje conta com mais de cento e vinte filiais ao redor do mundo, ensinando e divulgando as abordagens ericksonianas para as áreas da saúde e da educação (MARQUESb, 2018, p. 69-71).

O transe ericksoninano difere do transe hipnótico clássico, posto que, para Erickson, qualquer estado singular de atenção altamente concentrada é, de fato, um transe. Ericksoni parece passar uma mensagem confusa, quando afirma que a pessoa ou está em transe ou não está. Se a pessoa está em transe, ela está disponível para sugestões hipnóticas:

Milton Erickson observou que o transe hipnótico ocorria em cada um de nós, de forma espontânea, todos os dias de nossas vidas. Todas as vezes que nós estamos em um estado altamente focado de atenção, nós estamos em transe. Nesse estado, que, na verdade é um fenômeno natural podemos absorver ou receber informações extremante profundas, em muitos níveis diferentes. Nesse estado também nos tornamos capazes de acessar a riqueza das nossas informações, história, crenças e sabedoria interiores para instigar e integrar o autodesenvolvimento e mudanças duradouras. (ADLES, 2015, p. 16).

 

Milton Erickson (1989) acreditava que todo mundo podia entrar em transe, e não sentia que os vários estágios do transe (leve, médio, profundo ou sonambulismo e pleno), como discutidos pela hipnose clássica, se aplicavam ou eram algo necessário para se fazer o trabalho hipnótico. Ou se está em transe ou não. E, mesmo assim, ele ainda falava com frequência em aprofundar o estado de transe. O que ele queria dizer? Ao aprofundar, são dadas sugestões que ajudam o cliente a focar mais e mais a atenção internamente, e prestar menos e menos atenção ao mundo externo, para facilitar que o cliente se torne mais conectado ao seu mundo e recursos interiores.

Para certos tipos de transe, como a regressão de idade, ele sugeria que o cliente fosse levado não a um estado de transe mais profundo, mas a um transe mais completo. Ele não concebia que estados mais profundos fossem relevantes, todavia, que os estados de transe mais completos aumentavam, certamente, a efetividade de certos tipos de intervenções. Aprofundar, portanto, se refere a criar um transe mais completo, um estado mais focado internamente. Nenhum transe jamais é “completo”, na medida em que isso excluiria o eu observador (observing self), e o cliente perderia a habilidade de escutar e de se comunicar consigo mesmo e com outrem. Erickson sentia que cem por cento da população é capaz de entrar em transe, uma vez que todos nós temos entrado em transe sozinhos, durante anos. (A hipnose clássica proclama que apenas cerca de dez por cento da população responde ao transe).

Na concepção de Erikson, transe é um estado natural da mente. Quando alguém nos dá aquele abraço, enquanto olhamos fixamente a xícara de café, em algumas manhãs, nós estamos em transe. Quando nos sentamos para trabalhar em nosso computador por poucos minutos e levantamos o olhar, uma hora mais tarde, nós estávamos em transe. Nós conduzimos os clientes ao transe, na medida em que eles já têm uma grande quantidade de prática e sabem como fazer isso. Eles já sabem como focar a atenção e, portanto, como entrar em transe. Nós apenas conduzimos e, uma vez que é o cliente quem está decidindo seguir nossa condução, toda hipnose é, de fato, auto-hipnose. “Portanto, todos os estados de transe são considerados auto-hipnóticos.” (ADLER, 2015, p. 16).

Quando você usa o transe conversacional, seu cliente ou audiência são conduzidos a um transe menos completo. Todavia, quando você usa o transe formal, olhos fechados, relaxamento e uma indução tradicional, você está criando e conduzindo a pessoa ou grupo a um transe mais completo. Uma vez em transe, o aprofundar pode fazer com que o estado de transe fique ainda mais completo. Para a maior parte do trabalho a ser feito, apenas o estado de transe é necessário, de sorte que, na verdade, isso tem pouca relevância.

Neste exemplo, a indução é feita de uma maneira semelhante a uma conversa informal, utilizando os conceitos acima, partindo de pressuposições (“não sei se você alguma vez foi hipnotizado antes”), o que pressupõe que o sujeito será hipnotizado, divisão (inconsciente e consciente), evocações (“você esteve em estados hipnóticos antes e não sabia”), intercalações (intercalando palavras, como “relaxamento, confortável”) permissão (com as palavras você pode, e/ou, enquanto) e emprego de palavras que se referem aos canais sensoriais visual, auditivo e somático. Se possível, sabendo-se qual o canal sensorial preferido do sujeito, pode-se iniciar por esse canal e depois passar para os outros que não são muito usados por ele. Essa simples manobra já pode provocar um estado alterado de consciência (MARQUES, 2018a, p. 69-71).

  1. PRINCÍPIOS PSICOLÓGICOS NA OBRA O HOMEM DE FEVEREIRO

Milton Erickson não é considerado um grande teórico da Psicologia. Não escreveu tanto quanto Sigmund Freud ou Carl Gustav Jung. A obra de Erickson é absolutamente empírica e, por isso mesmo, seus princípios são muito simples. Na obra O Homem de fevereiro, Milton Erickson e Ernest Rossi (1989) apresentam diversos princípios que norteiam o seu trabalho com o transe, na psicoterapia ericksoniana. Este é um registro raro do gênio pioneiro de Milton H. Erickson, em facilitar a evolução de novos padrões de consciência e identidade numa mulher jovem. É o único relato completamente documentado de um caso inteiro de hipnoterapia, durante a fase média da carreira de Erickson, quando sua abordagem inovadora estava sendo desenvolvida. Ilustra, de forma brilhante, as palavras e os métodos reais adotados por Erickson, os quais, atualmente, estão transformando o significado e a essência de todo o campo da psicoterapia. Destacamos os principais, abaixo:

As metáforas são possíveis, porque as palavras têm múltiplos sentidos. Isso possibilita múltiplos níveis de comunicação e existência humana. “A linguagem popular é um apelo ao hemisfério direito.”. A base do transe ericksoniano é a metáfora. As metáforas são poderosos instrumentos de comunicação e mudança, nessa perspectiva. As metáforas, como, por exemplo, as parábolas da Bíblia Sagrada, falam diretamente ao lado direito do cérebro, ao inconsciente, sem necessidade de mediação (ERICKSON; ROSSI, 1989, p. 89).

A linguagem ericksoniana tem um forte apelo ao hemisfério direito. No processo de transe, o limiar da consciência abaixa naturalmente, e o inconsciente emerge com mais facilidade. Os conteúdos do inconsciente podem ser trabalhados mais objetivamente (ERICKSON; ROSSI, 1989, p. 155-230). “Erickson via o inconsciente como a essência ou o centro da pessoa, um depositário de toda a essência ou centro da pessoa, um depositário de todas as experiências e aprendizados passados, a fonte par o crescimento que repousa em sua maior parte no nível inconsciente.” (ADLER, 2015, p. 58-83).

A sugestão pós-hipnótica é um fator determinante, na comunidade do tratamento. Tais sugestões são dadas com vistas a se vencer a resistência do paciente, na abordagem dos temas relacionados ao trauma. “ A hipnose permite a cada um dos hemisférios ter a sua própria esferas de ação sem interferir com o outro. Devido ao aspecto dissociativo da hipnose, que reduz a disputa ou conflito entre os hemisférios, os insights de cada um deles podem ser utilizados apropriadamente.” (ERICKSON; ROSSI, 1989, p. 89).

O trauma e seu complexo situam-se no lado direito do hemisfério cerebral. O acesso ao trauma, no hemisfério direito, permite sua ressignificação. O trauma pode ser ressignificado pelo paciente.

Pode ser interessante notar aqui que muitas (se não todas) das formas de comportamento de atuação podem ser respostas hemisférico-direitas em situação nas quais, socialmente, seria esperado de obter resposta hemisférico-esquerda (verbal). Tal conceito poderia ser ampliado numa hipótese de que muitas das formas de comportamento e associações ideodinâmicas são mediadas pelo hemisfério direito, ao contrário das associações lógicas e verbais que são mediadas pelo hemisfério esquerdo. (ERICKSON; ROSSI, 1989, p. 95-96).

 

O transe ericksoniano possibilita acessar e produzir novas formas de sinapses ou estruturas mentais, ensejando, desse modo, a ressignificação do trauma, a mudança de atitudes e até mesmo de hábitos:

Podemos dizer que esta é uma das inovações em hinoterapia: evocar certos conjuntos mentais ou processos de aprendizagem e de reexperienciação, sem contar ao paciente o que se está fazendo. Na verdade, evocar estes conjuntos mentais para fazer o trabalho interno apropriado, no tempo certo, é a essência da sua abordagem indireta. Você, realmente, está usando o princípio da generalização da aprendizagem: a maioria das pessoas teme situações novas, mas você ajuda seus pacientes a generalizarem seus sucessos nas aprendizagens passadas para situações novas. (ERICKSON; ROSSI, 1989, p. 149).

 

O hemisfério cerebral direito é atemporal, enquanto o esquerdo é cronológico. O conceito de regresso, em Erickson, é em si mesmo uma metáfora, posto que o sujeito apenas acessa o hemisfério cerebral direito no tempo presente. Por isso, ele emprega o processo de regressão para acessar e ressignificar o trauma, de maneira controlada e estruturada. “Estratégia para a regressão, utilizando semelhança, diversão, esquecimento, incerteza, desconhecimento e confusão; contar de 1 a 20; uma das induções favoritas de Erickson: transe sem a consciência do mesmo.” (ERICKSON; ROSSI, 1989, p.161).

Na hipnose clássica, existe o risco de se estabelecer a dependência afetiva entre o hipnotizador e o hipnotizado. A perceptiva psicoterapêutica de Milton Erickson trabalha para fortalecer as estruturas mentais e a autonomia do paciente:

Rossi: Sim, a maior parte da psicoterapia é só conversa. A maioria dos terapeutas acha que o seu trabalho é analisar e entender o que está acontecendo na vida do paciente, de forma que possam dizer-lhe: “É isto que está acontecendo na sua vida?” Mas isso não é terapia.

Erickson: Não. Terapia é permitir ao paciente usar seus próprios processos.

Rossi: Terapia é permitir ao paciente usar seus próprios mecanismos e processos mentais. Não é para o terapeuta ser o homem-resposta ou o sábio que compreende o paciente e devolve essa compreensão ao paciente. Ridículo. Com frequência, isso são os preconceitos e projeções do terapeuta. O terapeuta não deve dar sua filosofia para o paciente. (ERICKSON; ROSSI, 1989, p.178-179).

  1. PRINCÍPIOS DERIVADOS DE MILTON ERICKSON

Além dos Sete Princípios da Hipnose, segundo Milton Erickson, criador da metodologia Hipnose Ericksoniana, existem outros princípios extremamente importantes a serem considerados nessa espécie de hipnose.ii São eles:

  1. Toda pessoa é única e cria sua própria metáfora. O coach se junta a essa metáfora, se move com ela e a guia.

 

  1. Falar de nós mesmos é uma forma de criar nossa própria metáfora, por isso, a importância de observar qual nossa real percepção sobre nós mesmos. Podemos enfatizar fatos bons ou ruins, esquecer-nos de alguns e dar mais atenção a outros, e, dentro disso, encontramo-nos como seres humanos em pleno processo de evolução, aceitando-nos ou nos limitando, de acordo com o que pensamos.
  1. O cliente tem, dentro de seu próprio sistema, a capacidade de resolver o problema, de sorte que o coachee pode e deve fazer todo o trabalho. É irrelevante a consideração de uma causa externa.

 

  1. Tudo depende do significado que nós damos aos eventos externos: nada é bom ou ruim, tudo depende da forma como enxergamos o fato em si, por isso, somos capazes de resolver todos os nossos problemas, assumindo primeiramente a responsabilidade por eles e aceitando que a cura está relacionada a olharmos para nosso interior.
  1. É possível gerar uma mudança de estratégia, a mínima mudança possível, e a viabilizar de ser generalizada. Você pode trabalhar dentro do sistema, sem conhecimento específico do problema.

 

  1. Acessar o inconsciente é a melhor e mais potente forma para a alteração de comportamentos e hábitos. Por menor que seja a mudança, ela se generaliza, visto que o inconsciente já tem todos os recursos de que necessita para provocar a melhoria e promover a autocura, em todos em sentidos da vida da pessoa.

 

  1. O tempo não tem importância. A cada momento, há uma nova relação sendo criada. (A linguagem natural e os processos mentais estão perpetuamente em estado de fluxo criativo).

 

  1. Neste momento, existem milhares de conexões neurais se formando; somos o que acreditamos, ousamos e decidimos, a cada momento. O tempo é uma metáfora, e transcendê-lo gerará resultados extraordinários.

 

  1. Todo problema tem solução, é trabalhável. Se algo não funciona, tente outra coisa, até que funcione.

 

  1. A essência do problema traz em si a forma de se revolvê-lo. Jamais saberíamos do problema, se não tivéssemos capacidade de solucioná-lo.

 

  1. Não existe tal coisa chamada resistência. Erickson, com frequência, prescreve ou exagera o sintoma, para se mover com o processo do cliente.

 

  1. É importante prestar atenção às pistas não verbais de cada cliente, para alinhar nossa fala à necessidade e à maneira de acessar o inconsciente do cliente; existem algumas lembranças e emoções que não queremos acessar, todavia, que aparecem o tempo inteiro, em nossas vidas.

 

  1. Existe poder no intercâmbio da vulnerabilidade. O não saber de duas pessoas se torna um grande conhecimento.

 

  1. A troca existente entre duas pessoas que estão receptivas, abertas, permitindo o não julgamento, buscando transcender qualquer entendimento, gera legitimidade e assertividade, encontrando transformações e resultados extraordinários.

 

 

  1. PRINCIPAIS ELEMENTOS DO COACHING ERICKSONIANO

O poder de uma sessão de coaching ericksoniano encontra-se no poder que o coach tem de amar incondicionalmente o coachee. Esse amor incondicional pode ser demonstrado pelas atitudes abaixo:

  1. Respeitar, de forma absoluta, a dignidade da pessoa humana, com vistas ao desenvolvimento de todas as suas habilidades e potencialidades.
  2. Ouvir sem emitir nenhum julgamento de nenhuma espécie.
  3. Acolher o outro com empatia, numa perspectiva terapêutica, isto é, voltada para o desenvolvimento das suas possibilidades e cura das suas enfermidades.
  4. Destacar todas as potencialidades cognitivas, emocionais e espirituais do outro.
  5. Integrar todas as limitações e fragilidades do outro, numa perspectiva holística.
  6. Inserir o outro dentro do seu próprio transe, sem uma preocupação com um método ou fórmula específica; pessoas não cabem dentro de manuais e a vida transcende todas as teorias.
  7. Tocar o coração do outro com o seu próprio coração. Ciência, conhecimento e técnica não tocam em ninguém.

José Roberto Marques (2016, p. 46-49) elenca os principais elementos do Coaching Ericksoniano derivados de Betty Alice Erickson:iii

  1. Acompanhamento e condução – significa ser capaz de abrir mão dos seus próprios preconceitos e mergulhar, com o outro, em sua experiência e cosmovisão.
  2. Acuidade sensorial – comunique-se com o outro, especialmente de forma não verbal, com as linguagens inconscientes do amor, possibilitadas pelos neurônios-espelhos, como a sensibilidade, a intuição e a linguagem corporal.
  3. Calibração – aprenda e transmita a habilidade de modular as próprias emoções e sentimentos. Abra-se para as infinitas possibilidades de modular os sentimentos e as emoções do outro.
  4. Congruência – esse conceito de Carl Rogers é a harmonia do que se diz com o que se sente. Consiste na expressão da integridade da verdade de cada um.
  5. Ecologia – a palavra ecologia é derivada da palavra casa. Perceber o outro dentro de um sistema ecológico é percebê-lo dentro do contexto em que vive. Eu sou eu e minhas circunstâncias.
  6. Elicidação – habilidade de relacionar-se com o melhor de si mesmo, para relacionar-se com o melhor do outro e pôr esse melhor em evidência. Aqui é o momento propício para se trabalhar com o tempo, metáforas e sonhos.
  7. Estado – habilidade para selecionar e escolher seu melhor estado emocional. É a capacidade de expressar a totalidade do ser. O todo é sempre maior do que a soma das partes.
  8. Flexibilidade – aquele que faz tudo do mesmo jeito e espera um resultado diferente é um tolo completo. Para se mudar os resultados, necessário se faz mudar os processos.
  9. Modelagem – umas das formas mais eficientes de aprendizagem é por modelagem e identificação. O sujeito elege um modelo, identifica-se com o modelo e passa a agir como se fosse o próprio modelo.
  10. Pressuposições – são pensamentos, atitudes e comportamentos derivados de preconceitos.
  11. Rapport – é a base do trabalho do coaching; é a aliança terapêutica, por assim dizer, que nasce como fruto do sigilo, respeito absoluto à dignidade da pessoa humana e confiança mútua.
  12. Sistemas representacionais – a expressão representações sociais hoje designa tanto um conjunto de fenômenos sociais quanto a teoria construída para explicá-los, identificando um vasto campo de estudos sociológicos e psicossociais capazes de incluir desde os conhecimentos mobilizados pelas pessoas comuns, na comunicação informal da vida cotidiana, até as disciplinas acadêmicas que se ocupam da política, da biologia, da medicina, da informática, da psicologia, da educação e da religião.

 

 

  1. CONCLUSÃO

A hipnose ericksoniana abre novas possibilidades de tratamento e cura de diversos complexos e traumas humanos, pois auxilia a acessar as memórias explícitas e implícitas:

Assim a hipnose serve como uma excelente ferramenta que abre os caminhos e podemos então usá-la para: abrir o princípio do prazer; visualizar e experienciar situações benéficas ao sujeito; modificar símbolos e afetos dolorosos; criar uma nova realidade mais compatível com o mundo do sujeito de hoje; criar saídas naturais aos conflitos internos. (BAUER, 2015, p. 94-95).

A hipnose ericksoniana abre as portas do inconsciente e enseja o acesso direto às fontes de vitalidade e de cura do sujeito. Essa espécie de hipnose busca as origens dos sintomas, a fim de produzir a cura e a libertação do paciente. É uma excelente ferramenta para se tratar os principais sintomas humanos (BAUER, 2015, p. 244):

  1. Possibilita o tratamento das fobias, por meio da regressão e da reconstrução da história de vida;
  2. Facilita o tratamento da obesidade, através do paradoxo dos sintomas, de sorte a facilitar o acesso aos sentimentos indesejados que estão escamoteados pelos sintomas;
  3. É útil no tratamento do pânico e da psoríase, por intermédio da imaginação ativa, das visualizações imaginativas.

O modelo ericksoniano pode ser utilizado nestes e em outros casos, de sorte a levar o paciente a compreender novos significados para a o seu sintoma e para a sua vida. As metáforas, nesses casos, ensejam uma nova ressignificação dos sintomas e da vida do paciente, pela identificação projetiva com os sujeitos das narrativas apresentadas. O paciente, através de narrativas metafóricas, pode visualizar um futuro melhor para si mesmo (BAUER, 2015, p. 245).

O método eriksoniano é uma técnica fácil, segura, simples e confortável, para ser aprendida e aplicada para o bem-estar do paciente. Além do mais, pressupõe a adequação de uma metodologia diferente para cada paciente.

Com tudo isso, as resistências desaparecem e podemos, de uma forma gostosa e saudável, fazer nosso trabalho de hipnoterapia:

Com um paciente você pode fazer regressão a uma cena traumática da infância para curar uma fobia social, por meio de um álbum de fotografias. Com outro, apenas relatando o fato novamente. E com outro, pela hipnose, falando devagarinho dos infortúnios que ele viveu, fazendo a linha do tempo ou aplicando estados de Ego. São muitas as maneiras de fazer a mesma regressão. (BAUER, 2016, p. 15).

PREMISSAS DO TRANSE ERICKSONIANO

  1. INTRODUÇÃO

Sofia Bauer, autora do Manual de Hipnoterapia Erickosiana (2015), é uma referência sobre o tema, no Brasil. Assim Bauer conceitua hipnose, conforme a perspectiva ericksoniana:

Hipnose é um estado alterado de consciência ampliada, onde o sujeito permanece acordado todo o tempo, experimentando sensações, sentimentos, talvez tendo imagens, regressões, anestesia, analgesia e outros fenômenos hipnóticos enquanto está neste estado.

Você fica mais interno e mais focado. Durante o transe, você vai se desligando das percepções externas e tem uma grande atividade interna, sem perder seu estado de alerta. (BAUER, 2015, p. 17).

O Método de Hipnose de Milton Erickson, segundo Bauer (2015), deve considerar que cada caso é um caso. Assim, o método é escolhido de acordo com cada cliente. Deve-se usar, no processo de hipnose, a linguagem e a experiência do próprio cliente. “É um método baseado em uma linguagem de fácil acesso. A linguagem dele mesmo, por meio de sugestões indiretas, mas não só e exclusivamente estas, podendo se utilizar das sugestões diretas na construção de um transe mais maleável e natural a cada pessoa.” (BAUER, 2015, p. 49).

 

  1. PRINCÍPIO DA SUGESTÃO DIRETA

Milton Erickson raramente empregava sugestões diretas, porque ele considerava isso contrário à autonomia da mente inconsciente. O uso de sugestão direta geralmente afasta o cliente do enquadramento ericksoniano, de autonomia e respeito pelos poderes curativos (curative) da mente inconsciente, e minimiza a provável efetividade de qualquer intervenção. A sugestão direta não dá suporte ao cliente, para que ele passe pelos difíceis processos de desorganização, reorganização, reassociação e projeção de sua vivência interior, de maneira a atender às solicitações da sugestão, portanto, sua conclusão não se torna parte de sua vivência, mas apenas uma resposta superficial à sugestão direta.

A sugestão direta é baseada, principalmente, se não há o conhecimento, sobre a suposição de que o que quer que se desenvolva na hipnose deriva da sugestão dada. Implica que o terapeuta tem o poder miraculoso de efetuar mudanças terapêuticas no cliente e desconsidera o fato de que a terapia resulta de uma ressíntese interior do comportamento do paciente, realizada pelo próprio paciente. É verdade que a sugestão direta pode mudar o comportamento do paciente e resultar em uma cura (cure) do sintoma, ao menos temporariamente. Entretanto, isso é simplesmente uma resposta à sugestão e não acarreta a reassociação e a reorganização de ideias, compreensões e memórias tão essenciais para uma cura (cure) verdadeira. É essa experiência de reassociação e reorganização da própria vida do cliente que resulta em uma cura (cure), e não na manifestação de comportamentos responsivos capazes, no máximo, de satisfazer apenas o observador. Erickson não rejeitava a hipnose tradicional e a sugestão direta, contudo, ele construía sobre ela, na medida em que ele sentia que ela tinha uma aplicação muito limitada e que era útil para apenas cerca de dez por cento da população.

Por exemplo, a anestesia da mão pode ser sugerida diretamente e talvez resulte em uma resposta aparentemente adequada. Entretanto, se o paciente não interpreta o comando espontaneamente, para incluir a percepção da necessidade de uma reorganização interna, essa anestesia não passará em testes clínicos e será uma pseudoanestesia.

Uma anestesia efetiva pode ser mais bem induzida, por exemplo, iniciando-se uma série de atividades mentais com o próprio paciente, sugerindo que ele se recorde da sensação de dormência que sentiu, após uma anestesia local, ou quando um braço ou uma perna ficaram dormentes, indicando que ele, nesse momento, pode experimentar uma sensação parecida em sua mão. Através de uma tal sugestão indireta, capacita-se o paciente a passar por aqueles difíceis processos interiores de desorganização, reorganização, reassociação e projeção da experiência interior real, para atender às solicitações da sugestão. Assim, a anestesia induzida se torna parte de sua vida experiencial, ao invés de constituir uma resposta superficial, simples.

 

 

  1. PRINCÍPIO DA SUGESTÃO INDIRETA

As sugestões indiretas são aquelas que se relacionam com o problema com o qual se está lidando, de uma maneira encoberta e discreta. Essas sugestões geralmente não se ligam diretamente com a experiência consciente do cliente. As sugestões indiretas constituem uma das pedras fundamentais da Hipnose Ericksoniana.iv As sugestões indiretas reforçam a experiência da mente inconsciente, no sentido de que se está respeitando não apenas a sua autonomia, mas também sua habilidade em discernir aquilo de que ela talvez precise, dentro da sua intervenção. Por conseguinte, a mente inconsciente pode utilizar a sugestão indireta para melhorar sua evolução e crescimento contínuos. São princípios da sugestão hipnótica:

  1. Quando a atenção está concentrada em uma ideia, esta ideia tende a se realizar.
  2. Quando a imaginação e a vontade entram em conflito, a imaginação sempre vence.
  3. Uma emoção mais forte geralmente subjuga uma mais fraca. (ADLER, 2015, p. 36).

As sugestões podem ser sutis, e geralmente não se relacionam diretamente com a experiência consciente da pessoa. Ao invés disso, elas estão associadas indiretamente e, portanto, requerem que a mente inconsciente do cliente as interprete, de forma idiossincrásica, e dê sentido a elas. O uso de sugestões indiretas pode fazer com que o cliente fique, no nível consciente, pensando sobre o que é que o terapeuta está falando, enquanto, ao mesmo tempo, a mente inconsciente dele conecta o que o profissional está dizendo com suas experiências internas. Esse processo dinâmico é um dos mais importantes princípios em todo o trabalho de Erickson e pavimenta o caminho para que a mudança aconteça. Com o uso de sugestões indiretas, o cliente é capaz de passar por aqueles difíceis processos interiores de:

  • Desorganização
    • Reorganização
    • Reassociação
    • Projeção de experiências interiores, para atender às solicitações da sugestão

Por conseguinte, as conclusões do cliente se tornam parte da vida experiencial, em lugar de consistirem em uma simples resposta superficial.

Sugestões indiretas podem ser feitas de várias maneiras: pode-se contar histórias, analogias, piadas, jogos de palavras, passar tarefas de casa e dar sugestões embutidas e disfarçadas. Qualquer mecanismo de comunicação que requeira ou faça com que o cliente responda, sem dizer ou pedir diretamente para que ele faça isso, envolve uma sugestão indireta em algum grau.

Seja por meio da sugestão direta, seja por intermédio da sugestão indireta, o método ericksoniano tem por princípio balizar e utilizar a própria experiência do cliente com o transe natural, a fim de induzi-lo ao seu próprio transe controlado.

O terapeuta, então captura a atenção do cliente por aspectos do interesse deste e com a sua linguagem característica. A espontaneidade é parte fundamental para aceitar o que o cliente traz, até mesmo a resistência, e se utilizar deste material para ir passo a passo para dentro do cliente, o que naturalmente nos impede de ter uma metodologia muito formal. (BAUER, 2015, p. 49).

42.1. ESTRATÉGIAS ERICKSONIANAS PARA INDUÇÃO AO TRANSE

Betty Alice Ericksonv, filha de Milton Erickson, levou oficialmente a Hipnose Ericksoniana à Guatemala, em um workshop introdutório. Abaixo, encontra-se a perspectiva dela, na interpretação do contexto e das estratégias ericksonianas:

  1. São os sentimentos que realmente importam. Os sentimentos frequentemente são mais poderosos do que o intelecto.
  2. As crenças são construídas sobre os sentimentos.
  3. Respostas e comportamentos são, com frequência, construídos sobre os sentimentos.
  4. Nós defendemos nossos sentimentos de forma apaixonada.
  5. Os sentimentos não são necessariamente congruentes com a realidade. Geralmente, isso não faz diferença. Quando os sentimentos afetam os comportamentos e respostas de forma negativa, problemas se desenvolvem.
  6. Tudo que nós somos, exceto nosso corpo físico, é aprendido a partir das experiências. O fogo é quente, sorvete é gostoso – o mundo é amigável ou inamistoso. Crenças, comportamentos e respostas são construídos sobre as experiências internas aprendidas.
  7. A maioria das pessoas quer viver uma vida boa e produtiva. O propósito da terapia, da formação dada pelos pais ou do ensino é ajudar as pessoas a alcançarem metas produtivas e saudáveis.
  8. O propósito mais elevado dos relacionamentos é que cada pessoa se torne mais sábia e melhor.
  9. Cada pessoa tem dentro de si os recursos necessários para alcançar produtivamente metas saudáveis.
  10. A melhor terapia ou ensino é expandir a habilidade da outra pessoa em recuperar aqueles recursos e qualidades.
  11. O medo, real ou imaginário, é uma das maiores limitações que as pessoas têm.
  12. O amor e o humor são instrumentos poderosos para mudanças produtivas – mudanças nas experiências interiores aprendidas, que modificam as perspectivas, os comportamentos e as respostas.
  1. O kairós: o tempo presente

Milton Erickson (1989) desenvolveu uma técnica própria de acesso ao inconsciente do paciente, por intermédio da comunicação indireta e especialmente das metáforas. Toda a técnica hipnótica fundamenta-se no fato de que, no hemisfério cerebral direito, todas as experiências estão registradas no presente. No tempo presente, no kairós.

Santo Agostinho (1997, p. 323), nas Confissões, afirma que os tempos, geralmente contados como três, na verdade, são considerados apenas um: o tempo presente. O tempo passado é aquele que já se foi, portanto, já não é. O tempo futuro é o que será, por conseguinte, não se pode garantir que exista nem mesmo como possibilidade. “Hume aponta para uma incômoda questão: temos absoluta certeza de que o Sol, que nasceu ontem e hoje, também nascerá amanhã – mas como chegamos a esta conclusão, se o seu oposto não é impossível?” (CHAGAS, 1987, p. 377). Resta o tempo que corresponde ao presente linear do grego koinê. Nesse presente contínuo, portanto, podemos afirmar que o tempo presente se desdobra em três: o presente das coisas passadas, o presente das coisas presentes e o presente das coisas das futuras. “O Kairós é o momento transitório no qual algo acontece à medida que o tempo decorre.” (STERN, 2007, p. 29). O kairós é o tempo do sagrado, dos mitos, dos ritos e das celebrações e, às vezes, dos traumas. O tempo que se situa entre o alfa e o ômega (BÍBLIA, APOCALIPSE, 22:13).

Seu sentido original – o tempo oportuno, o tempo de agir – deve ser contrastado com o khronos, o tempo mensurável ou tempo do relógio. O primeiro é qualitativo, o segundo é quantitativo. A palavra inglesa timing expressa algo de caráter qualitativo do tempo, e se falássemos de um timing de Deus em sua atividade providencial, este termo se aproximaria do sentido da palavra kairós. (TILLICH, 2005, p. 800).

 

Mircea Eliade (1992) observa que o homem secularizado, pós-moderno, só conhece o tempo khronos, o tempo monótono e pesado do trabalho. Falta-lhe, entretanto, o tempo do lazer e das festividades, pois, para ele, o tempo não tem mistério; o tempo é começo e fim, antes e depois, e, independentemente de seus diferentes ritmos temporais, o “[…] homem não religioso sabe que se trata sempre de uma experiência humana, onde nenhuma presença divina se pode inserir” (ELIADE, 1992, p. 61).

Por seu turno, Durkheim (1989, p. 39) acrescenta:

Não podemos conceber o tempo senão com a condição de distinguir nele momentos diferentes. Ora qual é a origem dessa diferenciação? Certamente, os estados de consciência que já experimentamos podem se reproduzir em nós, na mesma ordem em que aconteceram primitivamente: e assim, porções do nosso passado voltam a ser presente, mesmo distinguindo-se espontaneamente do presente.

 

O khronos é um tempo arbitrário que corresponde ao tempo histórico da experiência vivida. O khronos é o tempo da consciência, do lado esquerdo do hemisfério cerebral. O khronos situa o homem dentro do contexto histórico de passado, presente e futuro, o antes, o agora e o depois. Diante do khronos, todavia, a relevância do tempo recai sempre sobre o passado e sobre o futuro. O tempo presente parece fadado a desaparecer da experiência humana. O tempo presente parece escapar na narrativa, torna-se subjetivo. O khronos situa-se quase sempre num ponto em movimento em direção ao porvir.

Devolver o tempo à experiência é uma frase curiosa. Eis o que se encontra por trás dela: é fácil pôr um tempo linear, de relógio (chronos), em histórias sobre nós mesmos – o antes, o depois e o meio – tempo de nossas narrativas. Mas não é tão claro como se faz para se colocar o tempo subjetivo (o que quer que isso se revele ser) nas experiências que estão acontecendo agora. (STERN, 2007, p. 27).

 

O tempo subjetivo, o agora, é o kairós. O kairós é o tempo do inconsciente, do lado direito do hemisfério cerebral. O tempo da mente corresponde ao tempo sagrado. “O tempo sagrado é pela sua natureza própria reversível, no sentido em que é, propriamente falando, um tempo mítico primordial tornado presente.” (ELIADE, 1992, p. 81). O tempo sagrado situa-se em outra dimensão. Ele permite ao homem, por meio do rito e do mito, do êxtase e até da análise, adentrar nessa outra dimensão de tempo e dela sair quantas vezes forem necessárias. Todo rito e toda celebração do sagrado possibilitam a recriação do tempo primordial que deu origem ao rito e à celebração. Em sentido bíblico, esse tempo sagrado é o kairós. O kairós, a plenitude do tempo (BÍBLIA, GÁLATAS, 4:4), corresponde ao momento em que a manifestação de Deus irrompe na história. É a intervenção do sagrado no khronos.

O kairós é o tempo da mente, da percepção, da fantasia, do sonho e do sonhador. O kairós estrutura os conteúdos das memórias implícitas e explícitas nas narrativas. Dessa forma, quando o sujeito acessa um trauma, seja através da narrativa, seja por meio do sintoma, seja ainda por intermédio do sonho, ele o faz no microcosmo do presente, no eterno fluir da consciência. O passado tanto influencia o presente quanto é influenciado por ele. O kairós interliga no tempo da mente o passado, o presente e o futuro:

Outra característica do momento presente que me intrigava era o fato de ele ter um trabalho psicológico a fazer. E preciso aglomerar e entender o momento enquanto ele está passando, e não depois, e voltar para a próxima ação. Com isso em mente o título seguinte foi kairós, a palavra grega para o momento propício, ou o momento em que algo vem a ser. Kairós é uma unidade de tempo tanto subjetiva quanto psicológica. Claramente, o momento presente precisa ter aspectos de kairós porque gera a necessidade de entender o que aconteceu no passado, o que está acontecendo agora e como agir em relação a isso. Ele requer uma completa apreensão dos acontecimentos no momento em que eles se desdobram. (STERN, 2007, p. 15).

 

Nem nas memórias implícitas existem lembranças puras do passado. Na reconstrução do passado pela narrativa, as memórias implícitas e explícitas se interpenetram. “Em suma, a intrincada interdependência entre o significado explícito e a experiência afetiva implícita fica clara no nível local do momento presente.” (STERN, 2007, p. 222). A memória explícita de um acontecimento implícito é a totalidade do contexto de recordação do presente. “Durante o seu desdobramento, enquanto ele passa do horizonte do passado-do-presente para o horizonte do futuro-do-presente, ocorrem mudanças analógicas das categorias ao longo do seu curso.” (STERN, 2007, p. 225).

Em resumo, a memória não é vista como uma biblioteca de experiências na qual as primeiras edições são mantidas em sua forma original e uma delas pode ser solicitada e trazida para o presente como uma lembrança a ser vivida fielmente. Ao contrário, a memória é vista como um conjunto de fragmentos de experiências. Estes são transformados numa experiência recordada inteira, da seguinte maneira: acontecimentos e experiências em curso no tempo presente atuam como um contexto (um contexto de recordação do presente) que seleciona, monta e organiza os fragmentos sob a forma de lembranças. (STERN, 2007, p. 224).

 

  1. PROCESSO DE ABSORÇÃO OU PREPARAÇÃO PARA A INDUÇÃO AO TRANSE

O processo de hipnose de Milton Erickson é muito simples, contudo, precisa de uma preparação preliminar do sujeito a ser induzido ao transe. A preparação proposta por Sofia Bauer (2015, p. 54-55) é muito eficaz. Por absorção, entende-se todo o processo de preparação para induzir o sujeito ao transe. Basta lembrar que a hipnose ericksoniana é, acima de tudo, atenção focada nos conteúdos internos do inconsciente do próprio sujeito. “Quando a atenção está focada em uma ideia, esta ideia tende a se realizar.” (ADLER, 2015, p. 36).

Absorção pela respiração – sugira ao sujeito a observação da própria respiração. Não é controlar a respiração. Diga apenas para que ele observe a própria respiração. Torne-se um observador da própria respiração.

Absorção pela observação dos pensamentos – sugira ao sujeito observar os próprios pensamentos. Diga: ninguém é os próprios pensamentos. Pensamento podem ir e vir livremente e você permanece. Observe seus próprios pensamentos. Como começam? Como terminam? Que rastro deixam atrás de si mesmos? Que sentimentos e emoções os pensamentos geram?

Absorção pela observação das emoções – sugira ao sujeito observar as próprias emoções. Uma emoção dura em média 90 segundos. Ninguém é obrigado a obedecer às próprias emoções. A vontade do sujeito é livre para escolher que emoções quer e gostaria de sentir.

Absorção pela percepção visual, auditiva, cinestésica interna e externa – sugira ao sujeito criar imagens de paz e relaxamento. Se o sujeito tiver guardado na memória, sugira, ainda, relembrar-se de um momento especial da sua vida e mergulhar nessa lembrança, revivendo todas as imagens, sons, sentimentos, cores, emoções etc. Sugira ao sujeito concentrar-se em uma música instrumental própria para o relaxamento e acompanhar o sentimento que a música provoca em si.

Absorção pela descrição de detalhes – sugira ao sujeito focar a atenção no determinando ponto: pode ser um quadro, por exemplo, descrevendo todos os detalhes que contempla.

Absorção pela autossugestão – o sujeito pode falar para si mesmo: “Eu prefiro ser calmo. Eu prefiro ser compassivo. Eu prefiro estar focado. Eu prefiro ser curado. Eu prefiro relaxar. Eu prefiro sentir o meu corpo. Eu prefiro descansar. Eu prefiro dormir.” (ADLER, 2015, p. 123).

Absorção por meio de técnicas não verbais – sugira ao sujeito escrever, imaginar, pintar, modelar em argila tudo aquilo que estiver sentindo. Essa técnica poderá ser realizada dentro ou fora do consultório, talvez como uma tarefa de casa. Trata-se de uma técnica eficaz na dissolução dos traumas psicológicos e seus efeitos e dos complexos derivados dos traumas.

 

  1. ROTEIRO SIMPLIFICADO DE SOFIA BAUER

O método de indução hipnótica é muito simples. Sofia Bauer (2015) apresenta um roteiro de indução simplificado ao transe ericksoniano:

Você pode respirar profundamente…

Você pode ir para dentro de si mesmo…

Você pode explorar aí dentro…

Aos poucos, você pode descobrir padrões de conforto…

Eu não sei bem onde o conforto é mais interessante…

Talvez você possa apreciar o conforto nos pés…

Talvez você possa apreciar o conforto nas suas pernas…

Talvez você possa apreciar o bem-estar em alguma parte especial do seu corpo…

E você pode não perceber todas as formas de conforto que podem ser desenvolvidas, mas a sua mente inconsciente pode ajudar você a apreciar as mudanças que vão ocorrendo… (BAUER, 2015, p. 53).

 

  1. TÉCNICAS DE AUTO-HIPNOSE

As seguintes técnicas de auto-hipnosevi podem ser usadas para criar o estado hipnótico para si mesmo. Elas são simples, mas poderosas ferramentas, que não só irão ajudá-lo a relaxar mais profundamente, como também a lidar com o estresse mais facilmente. Além disso, essas técnicas podem preparar a sua mente para resolver problemas e superar desafios pessoais:

A Hipnoterapia Ericksoniana e a efetividade da auto-hipnose são baseados na crença de que cada pessoa contém tudo o que precisa, tosos os recursos para se curar (heal) e ajudar a desenvolver novas possibilidades dentro de si mesmas. Nós somos projetados para a curar a nós mesmo(self-healing). (ADLER, 2015, p. 122).

 

Inevitavelmente, alguns destes vão se sentir mais confortáveis do que outros, por isso, é apenas uma questão de tentar todos eles e encontrar um que melhor lhe convier. Faça da auto-hipnose algo que você faz todos os dias, mesmo que seja somente por alguns minutos. Você não tem que passar horas em meditação monástica profunda, a fim de sentir os benefícios. Você pode fazê-lo em horários definidos ou sempre que surgir a oportunidade, de acordo com sua preferência e estilo de vida.

A única exigência para auto-hipnose é o conforto e certo grau de privacidade, para encontrar um lugar onde você pode sentar-se e permanecer imperturbável por algum tempo. Algumas pessoas gostam de se deitar, enquanto praticam auto-hipnose. Isso também é bom, mas esteja ciente de que você pode simplesmente adormecer. Um cochilo pode ser muito benéfico, mas não é auto-hipnose. Algumas pessoas também gostam de definir um despertador ou timer, a fim de manter suas sessões de auto-hipnose dentro de limites definidos. Outra vez, esta é uma matéria da preferência pessoal, embora valha a pena recordar que nós temos pulsos de disparo de corpo notável eficientes. “Na auto hipnose, a motivação é apoiar uma vida produtiva e evolutiva; um relaxamento é auto induzido, levando a um estado de transe, e a cura (healding) acontece através da sugestão da própria pessoa.” (ADLER, 2015, p. 122).

46.1. TÉCNICA DE AUTO HIPNOSE 1

Comece por focar a atenção na sua respiração. Basta ouvir a sua respiração e perceber como, depois de um tempo, ela começa a abrandar e a acontecer de modo tranquilo, natural e profundo. Veja como se sente bem, respirando mais e melhor. Observe o que acontece quando você começa a respirar por mais tempo do que você respira. Feche os olhos sempre que você se sentir pronto para fazê-lo.

Usar uma âncora para inspirar, como, por exemplo, repetir para si mesmo a palavra Paz. E outra para expirar, como a palavra Felicidade. Cada vez que você inspirar, repetir a palavra “paz” para si mesmo; cada vez que expirar, rememore a palavra “felicidade”.

Praticar a auto-hipnose por cinco a dez minutos pelo menos três vezes ao dia, por oito semanas.

 

46.2. TÉCNICA DE AUTO-HIPNOSE 2

Como antes, comece prestando atenção a sua respiração e permita que seus olhos se fechem, quando você estiver pronto.

Quando você inspira, imaginar uma sensação de puro relaxamento no topo de sua cabeça.

Agora, quando você expira, imaginar a sensação de relaxamento deslocando-se para baixo do topo de sua cabeça e espalhando-se através dos músculos do seu rosto.

Continue imaginando que a sensação de relaxamento vai se espalhando da cabeça até os seus pês, músculo por músculo: em cada parte do seu corpo, do seu pescoço e ombros, para baixo em seus braços, mãos e dedos, e, em diante, em todo o caminho até seus dedos do pé.

Repita mais dez vezes, imaginando a sensação crescendo um pouco mais a cada vez. Praticar a auto-hipnose por cinco a dez minutos, pelo menos três vezes ao dia, por oito semanas.

 

46.3. TÉCNICA DE AUTO-HIPNOSE 3

Feche os olhos e se torne um observador consciente da sua própria respiração.

Começar a construir uma imagem mental de um lugar onde você já esteve e se sentiu calmo, sereno e tranquilo. Este poderia ser um lugar real, como um destino de férias favorito, ou poderia ser puramente imaginário. Ou poderá ser seu lugar ideal para encontrar paz, calma e segurança, em momentos de estresse.

Comece por listar mentalmente todas as coisas que você pode ver, nesse lugar. Siga em frente para explorar todos os sentidos maravilhosos que esse lugar lhe oferece: tudo o que puder ouvir de bom. Tudo o que for possível tocar, toque. Todos os cheiros que puder sentir, sinta.

 

  1. ROTEIRO DE INDUÇÃO DIRETA AO TRANSE ERICKSONIANO

Agora, eu quero que você se sente na posição mais confortável possível e se deixe levar pela sua imaginação. Sinta o que quiser sentir, pense o que quiser pensar, sonhe o que quiser sonhar e faça o que quiser fazer.

Você estará consciente e no absoluto controle de tudo que você mesmo vai sentir, pensar, sonhar, viver, experimentar ou fazer. Agora, sugiro que você pense nos seus pés, sinta o sangue fluir nos seus pés… Pense nos seus tornozelos, sinta o sangue fluir nos seus tornozelos… Pense nas suas pernas, sinta o sangue fluir nas suas pernas… Concentre-se nos seus joelhos, nas suas coxas. Sinta, então, a leveza do sangue fluindo no seu corpo, dos pés à cabeça.

Concentre-se agora na região da cintura, na pélvis, nas nádegas, para sentir o sangue fluir nessa região… O sangue vai subindo, livre, leve e solto. Agora, o sangue flui na sua barriga, nas suas costas… Sinta o sangue fluir no seu peito, nos seus ombros, nos seus braços, nas suas mãos… Agora, sinta o sangue fluir no seu pescoço, na sua nuca, na sua cabeça, na sua face.

Você continua no pleno domínio da sua consciência, no pleno domínio das suas faculdades mentais e do seu corpo.

Agora, como você quiser, onde você estiver, sugiro que faça uma sequência deste exercício. Concentre-se em cada músculo do seu corpo, parando em cada músculo, dos pés até a cabeça, no seu ritmo, no seu tempo, do seu jeito.

Você consegue, você está indo muito bem. Você pode e deve relaxar. Continue, é assim mesmo, aprofunde o contato com o seu corpo, estabeleça uma conexão profunda com você mesmo.

Neste momento, sugiro imaginar a escada de Jacó. Já ouviu falar nessa escada? Vamos relembrar essa narrativa bíblica?

A Escada de Jacó (em hebraico: Sulam – Yaakov סולם יעקב) refere-se à escada mencionada na Bíblia (Gênesis 28,11-19), que se caracteriza como o meio empregado pelos anjos para subir e descer do céu. Foi imaginada pelo patriarca Jacó, num dos seus sonhos, depois de ter fugido da confrontação com o seu irmão Esaú: Jacó teve essa visão, durante o sono, de uma escada cujos pés repousavam sobre a terra e cujo topo chegava aos céus. Anjos continuamente subiam e desciam através dela, prometendo-lhe a bênção de uma numerosa e feliz posteridade. Quando Jacó acordou, ele estava cheio de gratidão e consagrou o local como a casa de Deus.

Vamos lembrar da escada de Jacó, daquela metáfora bíblica bonita e profunda. Jacó havia brigado com seu pai, havia traído seu irmão, “passado a perna” em Esaú, com a ajuda da sua mãe, Raquel. Jacó havia fugido da sua tribo, da sua família, da sua casa. Jacó estava sozinho. Jacó encontrava-se fragilizado, triste, depressivo, melancólico e com medo. Ele estava com muito medo, em pânico mesmo. Absolutamente só, sentia-se desprotegido, cansado, desamparado.

Jacó dormiu e sonhou; no seu sonho, na sua fantasia, de olhos abertos ou fechados, Jacó viu uma escada que descia do céu à terra. Aquela escada era a sua ligação com Deus, consigo mesmo. Representava uma saída para o alto. A saída não estava nos lados, nem abaixo, estava acima. A escada representava a terceira margem do rio. A escada ligava a terra ao céu. Parecia uma escada infinita. A escada ligava Jacó com Deus, com seu eu mais profundo, sua alma.

Na nossa parábola, a escada de Jacó tem 14 degraus. Agora, imagine que você está no 14º degrau da escada de Jacó. Primeiro, você se prepara para descer pela escada.

Neste momento, você começa a descer a escada, degrau por degrau. Degrau após degrau. E a cada degrau abaixo, você se sentirá mais seguro. Sentirá uma sensação de conforto e segurança, se sentirá no pleno domínio da sua consciência, focado em si mesmo. E, com toda certeza, experimentará uma sensação de paz, de relaxamento e de segurança. Cada degrau abaixo significará um nível mais profundo de relaxamento e segurança.

Agora, você desce a escada de Jacó: 14º, relaxando… 13º… 12º… 11º relaxando mais ainda… 10º… 9º degrau, 8º… 7º degrau… mais segurança, mais prazer, mais bem-estar, mais relaxamento! 6º… 5º… 3º, relaxa ainda mais, se entrega ao relaxamento! 2º… 1º degrau, sensação absoluta de relaxamento, todo o relaxamento que é possível dentro das suas circunstâncias, dentro do momento que você está vivendo, todo relaxamento que você se permite. Completamente relaxado!

Agora, você está se dirigindo para o melhor momento da sua vida, aquele momento extraordinário que você viveu, em algum momento, ou sozinho, em uma paisagem na sua montanha, no seu rio, no seu mar, ou em qualquer lugar, ou em lugar nenhum, mas quando você estava feliz, seguro e tranquilo!

Quando você chegar novamente naquele seu lugar seguro de paz e felicidade, levante a sua mão.

Já percebi que você chegou lá. Pode baixar. Permita-se experimentar todas as emoções, todos os sentimentos daquele dia, daquele momento. Sinta-se feliz, seguro, tranquilo e relaxado.

Vamos combinar um gesto: eu quero que você toque seu peito, coloque a sua mão direita no seu peito esquerdo. Isso, pode, consegue. Então, escolha uma palavra, isto é, uma palavra sua, a palavra pode ser paz, amor, segurança ou Deus. Esta será a sua palavra secreta, pessoal e intransferível. Então, vamos combinar uma coisa: todas as vezes que você tocar seu peito esquerdo, todas as vezes que mentalizar essa palavra que você escolhe, você voltará a sentir todas as sensações, emoções e sentimentos deste momento. Relacione a palavra ao gesto de tocar o peito. Isso, portanto, todas as vezes que você quiser, e precisar, você vai voltar a este lugar, vai colocar a mão no peito, vai se lembrar dessa palavra, vai pronunciar, sussurrar essa palavra, e vai reviver todas as sensações, emoções, todos os sentimentos que está sentindo agora.

Finalmente, em paz, em segurança e completamente relaxado, você se sente preparado para resolver aquele problema que o aflige, que o atormenta, seja ele qual for. Quem sabe, perdoar aquela pessoa que o feriu… Quem sabe, tomar uma atitude… Quem sabe, recomeçar tudo de novo…

Imagine a situação ou problema que deseja resolver, a pessoa que deseja perdoar, a situação que deseja criar, um novo recomeço. Crie a imagem do problema. Isso. Reviva a situação, com todos os detalhes. Expresse todos as sensações, emoções e sentimentos relacionados que estão guardados em seu peito

Pronto! Agora, você se sente preparado para resolver, para recomeçar. Imagine, então, o problema solucionado, imagine a situação resolvida, do seu modo, do seu jeito, no seu tempo. Isso. Imagine-se nesse quadro da sua imaginação, vivendo um novo momento, vivenciando um novo começo. Veja-se com o problema solucionado.

Vamos aproveitar este momento sublime da sua vida para aprofundar um pouco mais a sensação de relaxamento, a sensação de paz e de segurança. Agora, imagine-se num lugar maravilhoso, pode ser uma praia ou não. Pode ser uma floresta ou não. Pode ser um caminho entre as árvores ou não. Escolha um caminho, onde se sinta bem, seguro e tranquilo. Vamos entrar nesse caminho. Continue em seu caminho. Este é o caminho do seu coração. No final desse caminho, tem uma casa, a sua casa. Você para na frente da casa. Comtempla sua beleza, abre a porta da casa e entra. Dentro da casa tem uma sala decorada do seu jeito, é a sua sala, é a sua casa. E dentro da casa tem um quarto, dentro do quarto tem um espelho, e você vai de olhos fechados pensar que pessoa você gostaria de ser de hoje em diante. Que pessoa eu realmente sou, sem traumas, sem medos, sem preconceitos, sem raivas, sem iras, sem ódios. Agora, pergunte-se: Quem sou eu? Como Deus me ver? Como eu gostaria de ser visto por mim mesmo e pelos outros?

Vamos criar a imagem da pessoa que você realmente é, sem tudo isso! Quando você comtemplar a sua imagem no espelho da sua sala, da sua casa, você se verá como você realmente é.

E, agora, de olhos fechados, vá até o espelho, espelho de corpo inteiro que está dentro da sua sala, dentro da sua casa, no interior do seu quarto, dentro de você mesmo. Coloque-se diante do espelho. Vamos contar de 1 a 3 e, no 3, você vai abrir os olhos e vai contemplar a si mesmo, como você gostaria de ser, como você é realmente, de hoje em diante: 1… 2… 3… Na sua imaginação, abra seus olhos e contemple-se no espelho da sua alma. Contemple a pessoa em que você se transformou agora: um ser humano maravilhoso, seguro, feliz, pleno. Pronto para continuar a sua jornada de realização pessoal.

Sentindo-se feliz, seguro, abençoado, realizado, porque se encontrou, você vai fazer o caminho de volta. Vai atravessar o jardim… vai contemplar as flores, o verde, a gramas… as árvores. Vai atravessar a floresta, na ordem que você quiser, jardim – floresta, floresta – jardim, no tempo em que você quiser – no passado, no presente, no futuro, hoje, no aqui e agora. E você vai voltar para aquele lugar maravilhoso, o seu lugar, e vai colocar a mão no seu peito, vai lembrar daquela palavra maravilhosa.

Vamos subir a escada de Jacó, não mais desamparado, não mais triste, não mais abandonado, não mais derrotado. Cada degrau acima, do 1º ao 14º, significará o empoderamento de si mesmo, da sua memória, da sua inteligência, da sua criatividade, da sua capacidade de ser e de realizar, da sua capacidade de amar e de perdoar, da sua compaixão!

Cada degrau acima significará mais conexão com Deus, mais conexão consigo mesmo, mais conexão com a sua vida, com a sua família, com seus amigos, com seu trabalho. Você sobe o 1º… o 2º… o 3º… sente-se cada vez mais calmo, mais seguro, tranquilo e consciente. Sobe o 4º, o 5º, o 6º e o 7º, sente-se cada vez mais calmo, mais seguro, tranquilo e consciente. Sente-se pleno, realizado, sente-se completamente, totalmente, inteiramente, você mesmo. E continua subindo. Sobe o 8º, o 9º, o 10º, o 11º, o 12º, o 13º degrau. No 14º degrau, você se prepara para voltar à realidade, e você vai fazer o caminho de volta para este lugar. Fará isso no seu tempo, quando você quiser, da forma que você quiser. Aí abrirá os seus olhos. E, quando abrir os seus olhos, voltará à realidade com todas as conquistas que você associou a si mesmo, em sua escada de Jacó.

 

  1. ROTEIRO DE INDUÇÃO INDIRETA AO TRANSE ERICKSONIANO

Há muitos anos, conheci uma mulher extraordinária. Nós nos tornamos amigos. Naquela época, professora primária, casada com um professor aposentado da Marinha do Brasil, Elba Machado Cavalcante lutava com grandes dificuldades para criar e educar seus dois filhos. Numa dessas conversas ao redor da mesa de café, Elba me contou uma parábola que teve grande influência na formação da minha mentalidade e na minha forma de encarar os desafios: a Parábola do Sapo e da Rã que caíram no balde de leite.

Há, pois, uma antiga fábula da cultura popular europeia, a qual conta a história de um sapo e uma rã. Os dois costumavam passear pela fazenda nas noites de lua cheia e nas noites sem lua. Passeavam frequentemente. Conversavam sobre tudo. E especialmente sobre os problemas difíceis da vida. Numa dessas noites de lua cheia, , o sapo e a rã vagavam pela fazenda em que viviam, em busca de algo diferente da usual dieta de moscas, mariposas, mosquitos e assemelhados. Ao invadir o estábulo das vacas leiteiras, logo se depararam com um balde quase cheio de leite. O sapo, mais afoito, quis pular dentro do balde. A rã, mais prudente, aconselhou que era melhor não. O sapo convenceu a rã. Então, ambos pensaram no balde para se refestelarem de leite e matar, assim, a fome e a sede. Sem hesitação, maravilhados que estavam com a visão do leite fresco, saltaram para dentro do recipiente. Beberam até encher a pança. E logo descobriram que, com a redução do nível do leite, as paredes escorregadias e a barriga cheia, sair do balde se mostrava uma tarefa quase impossível.

Ficaram ansiosos, a adrenalina subiu. Ambos entraram em pânico. Fizeram inúmeras tentativas e, como não conseguissem sair, continuaram nadando.
Após algumas horas lutando por suas vidas, o sapo, já exausto, olhou para sua amiga e colega de infortúnio e disse: “Não aguento mais amiga, vou parar de nadar.”
– “Não desista! Nós vamos sair daqui! Coragem!” – respondeu a rã, com entusiasmo, coragem e determinação. Sem ouvir os apelos do colega, o primeiro sapo cessou o movimento de suas pernas cansadas e lentamente desapareceu sob o leite. Morreu afogado, sem tentar sair do atoleiro em que metera a si próprio e a sua amiga.
A rã, por sua vez, mesmo abalada pela morte do amigo e pela situação, começou a se bater. Corajosamente, continuava a nadar, a despeito do cansaço e das dores. No desespero, ouvia o seu próprio coração. A intuição dentro dele dizia que ela iria sobreviver e viver para contar a história. Na madrugada seguinte, na hora da ordenha das vacas, o vaqueiro entra no estábulo para tirar o leite. Eis que encontra um balde com um sapo morto e uma rã “viva da silva”, flutuando sobre a manteiga. Mesmo sem saber que o leite batido vira manteiga, a rã não desistira.

Quando terminou a história, a minha amiga Elba me disse: “Eu sou esta rã que não desistiu. Não desisto nunca.” Hoje ela construiu um patrimônio e vive de rendas.

  1. SUGESTÃO PÓS-HIPNÓTICA

Sugestões pós-hipnóticasvii são aquelas feitas ao cliente, no final da sessão, enquanto ele ainda está em transe, as quais se referem a sentimentos, comportamentos ou memórias a serem recordados em algum contexto, no futuro. As sugestões são conectadas a um evento físico, que provavelmente estará presente no ambiente do cliente.

Exemplo:

Durante a próxima semana, em qualquer momento em que você ouvir o telefone tocando, um cachorro latindo – e assim por diante.

As sugestões pós-hipnóticas são feitas nos minutos finais da sessão ou menos. Seus efeitos raramente duram mais do que uma semana.

Elas são úteis para assegurar que a resposta desejada será integrada na vida cotidiana da pessoa, substituindo respostas improdutivas ou ausentes. Elas também podem ajudar o trabalho hipnótico nas sessões, sugerindo-se que, cada e toda vez que o cliente entrar em transe, ele será capaz de ir ainda mais profundamente do que na vez anterior. Aqui, o transe é o gatilho para a resposta. É importante lembrar que nós queremos que as aprendizagens adquiridas, durante o trabalho de transe, se generalizem para a vida cotidiana do cliente. As sugestões pós-hipnóticas facilitam essa possibilidade, caso contrário, as aprendizagens ficariam limitadas ao estado de transe propriamente dito.

Exemplo:
Quando sua cabeça tocar no travesseiro, você flutuará para uma repousante noite de sono. Mesmo que acorde durante a noite, será apenas para notar que acordou, enquanto sua mente inconsciente o ajudará a flutuar novamente para um sono revigorante… sabendo que você acordará exatamente na hora certa, para estar pronto(a) e preparado(a) para o dia seguinte.

 

  1. CONCLUSÃO

Existem vários tipos e vários níveis de transe. O transe mais comum é aquele de natureza espiritual. O transe espiritual é comum no cristianismo, porque, desde o cristianismo primitivo até os dias de hoje, quando, por meio dos exercícios espirituais, do jejum ou de orações, da abstinência sexual ou mesmo pelo incondicional amor e graça de Deus, o sujeito entra em estado de êxtase. O êxtase espiritual vivenciado por São João, São Paulo, São João da Cruz e Santa Tereza D’Ávila, dentre outros, é descrito como um estado de bem-aventurança, de puro prazer. Um estado de felicidade plena, de prazer absoluto, de felicidade absoluta. O transe produz uma sensação inigualável. Não tem comparação na experiência humana (JAMES, 1995).

O transe também pode ser induzido, seja por drogas, seja pela música, especialmente pelos instrumentos de percussão. A maioria dos fenômenos ditos espirituais que ocorrem em muitas comunidades religiosas, hoje, são fenômenos produzidos pelo transe induzido ou pela sugestão dos líderes religiosos que comandam essas comunidades. O transe também pode ser produzido pela combinação da sugestão verbal, física, o toque muitas vezes, com a sugestão musical (CARDERNA; ETZEL; STEVENS; KRIPPENER, 2013).

Existe ainda o transe induzido pelo uso de drogas, como o LSD, o peyote, droga ayahuasca e a maconha, a qual produz um transe leve. A produção do transe por meios externos, sejam eles quais forem, convencionou-se chamar de a tecnologia do misticismo. Essa tecnologia do misticismo foi amplamente difundida pelas obras de Carlos Castaneda (2009, p. 82) e, especialmente, pelos relatos contidos em seu livro principal, A Erva do Diabo. The Teachings of Don Juan: A Yaqui Way of Knowledge (lançado no Brasil com o título A Erva do Diabo) é um livro do antropólogo e escritor peruano Carlos Castaneda. Nessa obra, lançada em 1968 a partir da Dissertação de Mestrado apresentada pelo autor à Universidade da Califórnia, Castaneda descreve a utilização da planta Datura inoxia (popularmente conhecida como “erva-do-diabo”) em rituais mágicos de origem ameríndia.

A doença passa a ser definida como um desvio do Normal e não mais holisticamente, como um desequilíbrio não natural. O foco na interação entre fatores psicológicos, biológicos, ambientais e pessoais foi substituído pela ênfase nas normalidades biológicas. A observação clínica foi substituída gradualmente pela pesquisa experimental a qual passou a ser considerada a principal fonte de conhecimento científico. (RAMOS, 2006, p. 30).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A lacuna que se encontra nos livros, ensaios e artigos que tratam do coaching refere-se às pesquisas empíricas, no que concerne ao processo e especialmente quanto aos resultados alcançados. A bem da verdade, a literatura pesquisada, embora de qualidade, situa-se no campo fenomenológico das experiências e das opiniões delas derivadas. O campo para a realização de pesquisas sobre o coaching, suas teorias, seus métodos e resultados está aberto para pesquiasadores do comportamento humano.

Outro aspecto que notei se relaciona à tensão entre Psicologia e coaching, no Brasil. Essa tensão precisa ser superada pelo diáogo entre as duas práticas, mesmo porque 90% do coaching é extraído da ciência psicológica. Apenas 10% é Metodologia e Marketing.

O coaching, praticado sem o conhecimento da Psicologica e da Neurociência, e sem um estágio supervisionado adequado, poderá tornar-se uma ferramenta inútil fora do contexto para o qual foi criado, um saber pragmático sem utlidade prática, o qual não transcende os limites das próprias crenças particulares, idiossincracias e experiências pessoais de seus particantes. Contudo, embasado teoricamente, o coaching pode transformar-se numa poderosa ferramenta de transformação pessoal e profissional para o coach e o coachee.

A formação do coaching, no Brasil, ainda parece essencialmente pragmática e fundamentada nos princípios do marketing multinível, por isso, o próprio tempo separará o joio do trigo.

Alguns atribuem o transe ao fenômeno conhecido como Estados Alterados da Consciência (EAC), todavia, este autor pessoalmente discorda dessa abordagem, posto que o transe na verdade não altera a consciência, tão somente coloca o sujeito em contato com outros níveis de consciência (CARDERNA; ETZEL; STEVENS; KRIPPENER, 2013).

O transe, com efeito, é um estado de atenção concentrada. Só isso. Quando a atenção se foca num ponto. Mantendo-se a atenção concentrada num só ponto, o sistema Límbico Reticular (SLR) diminui a atuação nas outras áreas do cérebros responsáveis pela atenção interoceptiva, responsável pela sensibilidade às variações que se produzem no interior do corpo (sensibilidade profunda), dos receptores e das vias que se lhes referem (interocepção) e exteroceptivas responsável pelo processamentos dos estímulos externos oriundos das vias aferentes e eferentes do Sistema Nervoso Central (SNC), especialmente aquelas processadas pelo sistema hipotálamo-pituitário adrenal (HPA conforme fartamente documentado por Simões e Simões(2006), na obra Neurofisiologia da Meditação. Investigação científicas no Yoga e nas experiências místico-religiosas: a união entre ciências e espiritualidade.

Dentro de uma concepção arqueológica da mente humana, Sigmund Freud, o fundador da Psicanálise, utilizou-se do transe hipnótico (1996) para acessar o trauma e seus sintomas, a fim de produzir uma catarse ou uma aberração, e, logo em seguida, Freud abandonou o uso da hipnose, porque descobriu que os efeitos da catarse, da aberração, eram muito curtos, não eram duradouros.

A partir das descobertas da Neurociência e especialmente da técnica desenvolvida por Milton Erickson, o transe hipnótico voltou à baila e passou a ser usado não mais numa perspectiva arqueológica, até mesmo porque fazer alguém reviver um trauma pode significar tão somente a retraumatização do sujeito. O transe hipnótico, em Milton Erickson (1989), tem por finalidade a ressignificação das experiências traumáticas ou não do sujeito, numa perspectiva teleológica e não regressiva.

Este autor é absolutamente contrário ao uso indiscriminado do transe, por profissionais não habilitados. Às vezes, o sujeito vive muito bem dentro do seu equilíbrio precário. Não se pode romper com esse equilíbrio, sem o consentimento e o conhecimento prévio do sujeito, sob o risco de colocar-se a pessoa em risco.

Dentro dos riscos concretos, apresentamos a possibilidade de manifestação de defesas psicóticas durante a hipnose no paciente borderline. Síndrome de Borderline, ou Transtorno de Personalidade Limítrofe é uma expressão utilizada há mais de um século pelos pesquisadores do campo mental, que dela se valem para apontar uma modificação no limite entre a neurose e a psicose ou, como diriam alguns, na linha de demarcação entre a razão e a loucura. A pessoa atingida por essa síndrome exibe um sério distúrbio psíquico, principalmente na esfera afetiva, no domínio dos impulsos, nas interações com o outro, na sua autoimagem. Acredita-se que o Transtorno de Personalidade Borderline atinja cerca de 1% a 6% da população mundial (GONZAGA, 1958, p. 237-252).

No entanto, considerando-se a massificação da hipnose e seu uso cada vez maior, por parte de psicólogos e coachs, esta obra pretende fornecer uma contribuição significativa para alimentar o debate sobre esse tema.

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Antonio Maspoli
Antonio Maspoli
Sou Antonio Maspoli, cidadão do mundo, Teólogo e Psicólogo. Deus é a minha herança pessoal, meu caso de amor! Deus encantou-me com o a sua presença. E abriu-me as porta do conhecimento do numinoso: "Eu cri, por isso compreendi" (Agostinho). Desde então dediquei a minha vida a conhecer a Deus. E a minha existência a compreender a natureza humana.

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