Depressão na psiquiatria

As origens arquetípicas do bode expiatório
27 de março de 2019
Depressão Na Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung
2 de abril de 2019

DEPRESSÃO NA PSIQUIATRIA

Dr. Antônio Máspoli

Depressão na psiquiatria moderna

A depressão é uma enfermidade classificada pelo CID-10 (CID-10, 1993) na categoria dos transtornos do humor e deve ser considerada uma doença. O tempo de duração do surto, sua intensidade e persistência variam de acordo com o tipo de depressão classificada (QUEVEDO; SILVA, 2013). É uma enfermidade marcada por crises episódicas, ou seja, tende a se repetir, produzindo, por isso, frequentes recaídas e recidivas. Consiste, no século XXI, em uma das doenças mais comuns da era moderna, embora seja conhecida desde a antiguidade.

A transição entre a concepção mágico-religiosa da doença para uma compreensão da enfermidade como fenômeno natural foi longa e ocorreu no Mediterrâneo, especialmente no Egito e na Grécia. A depressão foi percebida desde a antiguidade clássica. A Ilíada, de Homero, registra o suicídio de Ajax, que teria sido produzido por uma depressão. O tratamento científico das doenças mentais começou com os egípcios e, posteriormente, com os gregos.

Hipócrates (460-370 a.C.), considerado o pai da medicina, utilizou pela primeira vez a palavra melancolia. Para ele, correspondia à ação maligna da bile negra (ou atrabilis). Melan, em grego, significa negro e colis significa bile. O termo melancolia atravessou a história e ainda designa, em nosso tempo, estados depressivos, sendo o termo usado até hoje como sinônimo de depressão (SOLOMON, 2002, p. 265).

A teoria de que a depressão seria causada por alterações de humor, pela bile negra, continuou sendo utilizada por Cornelius Celsus em seu tratado de medicina, por volta do ano 100 a.D. Essa concepção continuou sendo usada por outros médicos, incluindo Arateus (120-180 a.D.), Galeno (129-199 a.D.) e Alexandre de Talles, no século VI, dentre outros. Arateus fez uma descrição completa dos sintomas da depressão:

O melancólico se isola; tem medo de ser perseguido e aprisionado; atormenta-se com ideias supersticiosas; sente-se aterrorizado; transforma suas fantasias em verdade; queixa-se de doenças imaginárias; amaldiçoa a vida e deseja morrer. Acorda subitamente e é presa de um grande cansaço. Em certos casos a depressão parece ser uma espécie de semimania: os pacientes estão sempre obcecados com a mesma ideia e podem ser deprimidos e enérgicos ao mesmo tempo.” (SOLOMON, 2002, p. 269).

Depressão (do latim depressione) é uma palavra frequentemente utilizada para descrever uma gama imensa de sentimentos negativos e sombrios. Em primeiro lugar, depressão não é um estado de tristeza profunda, nem desânimo, preguiça, estresse ou mau humor. A depressão é diferente da tristeza, pois a tristeza geralmente tem uma causa conhecida e duração determinada no tempo e no espaço. Já a depressão envolve uma gama de sentimentos difusos de longa duração no tempo e no espaço, geralmente relacionados a angústia.

A depressão, enquanto evento psiquiátrico e psicológico, é algo bastante diferente da tristeza. O grande problema na diferenciação da tristeza em relação à depressão consiste na prevalência da tristeza como sintoma da depressão. Metaforicamente, a depressão é, como já dito, um túnel do qual parece impossível sair. Um abismo cinzento que engole a vontade de viver. O vazio, a angústia que aperta a garganta. Uma solidão sem fim. Um poço sem fundo que teima em atrair o deprimido para o seu interior desconhecido.

A depressão tem muitos nomes, todos terríveis. Eu prefiro denominá-la eclipse da alma. Nunca despreze as pessoas deprimidas. A depressão é o último estágio da dor humana. No entender de Henry Ey et al. (1965, p. 183-237), na depressão, no distúrbio de humor, encontram-se associados a inibição e o sofrimento moral. No entanto, para Kaplan et al., esse distúrbio de humor é acompanhado de deficiências cognitivas, psicomotoras, psicofisiológicas e interpessoais (KAPLAN; SADOCK; GREBB, 1997, p. 80-85). Mesmo assim, em alguns casos, podemos considerar a depressão como uma reação natural da pessoa em períodos de transição, especialmente em tempos de mudanças e crescimento, em épocas que antecedem novos horizontes de amadurecimento do ser em constante processo de desenvolvimento.

A psiquiatria moderna compreende a depressão como sendo uma desordem do funcionamento da bioquímica cerebral, os mediadores químicos, que afeta e compromete o funcionamento normal do organismo, com reflexos ou consequências na vida pessoal, em seus aspectos emocionais ou psicológicos, familiares e sociais (SOLOMON, 2002). A doença depressiva deve, portanto, ser examinada sob o ponto de vista biológico, genético, cognitivo, social, econômico, espiritual e história pessoal. A depressão corresponde a um estado de doença, no qual o cérebro e a mente têm seu funcionamento normal alterado e a personalidade do paciente sofre as consequências. Dizendo de outra forma, a depressão tem sua base biológica nas alterações bioquímicas dos neurotransmissores e depende, em muitos casos, de condições psicológicas do meio ambiente para ser desencadeada.

A psiquiatria, tal como conhecemos hoje, começou com a Stultifera Nave em fins da Idade Média. O Renascimento considerava a melancolia uma espécie de loucura parcial em oposição aos transtornos gerais da inteligência, o que não implicava, forçosamente, a ocorrência da tristeza. Esquirol distinguia no grupo de loucuras parciais ou monomanias uma monomania propriamente dita com um elemento de tristeza. Esta era denominada lipemania. O significado do termo melancolia, na Antiguidade Clássica, difere muito do que se utilizou no campo psiquiátrico desde o século XX. Naquela época, melancolia significava o rompimento da harmonia entre os humores do organismo, tendo como predomínio a bile negra (Melanio Chole). O termo histórico não se referia aos sintomas afetivos, como ocorre atualmente(KAPLAN; SADOCK, 1986; 2010).

Em 1882, o psiquiatra alemão Karl Kahlbaum, usando o termo ciclotimia, descreveu a mania e a depressão como estágios da mesma doença. Os médicos do século XIX preferem o termo depressão. No final desse mesmo século, depressão tornou-se sinônimo de melancolia: uma condição caracterizada pela diminuição do ânimo, de coragem ou iniciativa, e uma tendência a pensamentos tristes. O termo depressão referia-se a um sintoma (KAPLAN; SADOCK, 1986; 2010).

O termo depressão gerou em todos os tempos muita polêmica, que se arrasta até a atualidade. Kaplan e Sadock (1986; 2010) descrevem três usos diferentes para o termo depressão: (a) o uso leigo, que se refere à tristeza e ao desânimo, não estando necessariamente relacionado a uma doença; (b) o uso psiquiátrico, referindo-se a um sintoma geralmente relacionado ao humor depressivo; e (c) o uso para definir uma síndrome, a partir de um conjunto de sintomas. Kaplan e Sadock acrescentaram que o termo depressão tem diferentes significados em vários campos científicos.

Para o neurofisiologista, depressão se refere a qualquer diminuição na atividade eletrofisiológica, por exemplo, depressão cortical. Para o farmacologista, depressão se refere ao efeito de drogas que diminui a atividade de um órgão. O que mais impressiona na história dos conceitos de depressão e melancolia é que os termos foram utilizados ao longo de mais de dois mil anos, mas com sentido bastante diferente. Autores que não aceitavam a teoria humoral mantiveram o termo melancolia. Quando se fez a síntese da doença circular, os dois termos foram mantidos, embora com significados profundamente diversos daqueles que lhes foram atribuídos anteriormente.

A partir de meados do século XIX, os estudos sobre a melancolia se voltaram para seus aspectos biológicos e hereditários. A classificação de Kraepelin, que descrevia a melancolia em sua forma franca, sintomática, degenerativa, constitucional endógena, converteu-se no modelo clássico da Psicose Maníaco Depressiva (PMD). A partir de 1911, com K. Abrahan e, posteriormente, com Jung (1913) e Freud (1915), a melancolia passou a ser objeto de estudos psicológicos. Contudo, só no início do século passado, técnicas mais sofisticadas de estudo do cérebro e dos seus mecanismos abriram caminho para novas disciplinas, como a neuropsicologia e a neurobiologia. Começou-se a suspeitar que a depressão fosse acompanhada de determinadas alterações biológicas e, portanto, passível de ser combatida eficazmente com fármacos.

Depressão na psiquiatria contemporânea

Na atualidade, o descobrimento de medicamentos antidepressivos colocou a medicação em primeiro plano no tratamento da depressão. Outro passo significativo para o tratamento da depressão, após o aparecimento, por volta dos anos 1950, dos primeiros fármacos antidepressivos, deve-se a um Prêmio Nobel, o americano Julius Axelrod, que, em 1960, descobriu as substâncias que permitem a transmissão dos impulsos nervosos (neurotransmissores). Graças a essa descoberta, deu-se um passo à frente no conhecimento da noradrenalina e da serotonina, e foram desenvolvidos outros fármacos (tricíclicos e inibidores das monoaminoxidases), até se chegar aos modernos inibidores seletivos da recaptação da serotonina (SSRIs) e da noradrenalina (NSRIs) etc.

A depressão é uma doença antiga: sabemos bem o que significa sofrer do mal obscuro. Muitas personagens famosas do passado, como Edgar Allan Poe, Honoré de Balzac, Johan Wolfang Von Goethe, Fjodor Dostojevskij, Liev Tolstoj, Ernest Hemingway, Michelangelo Buonarroti, Carl Gustav Jung, Friedrich Nietzsche e, mais recentemente, Marylin Monroe, Virginia Woolf, Woody Allen, Vittorio Gassman, Milv, Sandra Mondaini, Ornella Vannoni, Robin Williams viveram esse momento terrível. A essa lista podemos acrescentar os personagens bíblicos Jeremias, Ezequiel, Daniel, Elias, Paulo etc.

A psiquiatria moderna compreende a depressão como sendo uma desordem do funcionamento cerebral que afeta e compromete o funcionamento normal do organismo, com reflexos ou consequências na vida pessoal em seus aspectos emocionais ou psicológicos, familiares e sociais. A doença depressiva deve, portanto, ser examinada sob o ponto de vista biológico, genético, cognitivo, social, econômico, espiritual e da história pessoal. A depressão corresponde a um estado de doença no qual o cérebro e a mente têm seu funcionamento normal alterado e a personalidade do paciente sofre as consequências. Dizendo de outra forma, a depressão tem sua base biológica nas alterações bioquímicas e depende de condições psicológicas do meio ambiente para ser desencadeada.

Os sintomas da depressão são muito variados. Os mais comuns são: humor deprimido; irritabilidade; ansiedade e angústia; desânimo e cansaço; apatia e desinteresse; medo e insegurança; vazio e desesperança; dificuldade em sentir prazer em atividades anteriormente prazerosas; autoestima baixa; ideias desproporcionais de culpa; alterações de sono; alterações de peso; dificuldade de concentração e atenção; esquecimentos frequentes; vontade de deixar de viver; ideias de suicídio.

Outros sintomas que podem vir associados aos sintomas centrais são: pessimismo; dificuldade de tomar decisões; dificuldade para começar a fazer suas tarefas; irritabilidade ou impaciência; agitação; achar que não vale a pena viver; desejo de morrer; chorar sem motivo; boca ressecada; perda do desejo sexual. Se apresentar cinco ou mais desses sintomas, o sujeito pode estar deprimido.

Depressão na neurociência

A depressão também pode ter um componente hereditário. Seria ela então decorrente de fatores ambientais sobre indivíduos geneticamente predispostos. “Estima-se que a carga genética contribua com aproximadamente 40% do impacto da predisposição individual à depressão (a concordância entre gêmeos monozigóticos é de 40 a 50% e a transmissibilidade genética é estimada em 33 a 42%)” (ALVARENGA; ANDRADE, 2008, p. 151).

De fato, verificou-se que essa doença tende a se apresentar mais frequentemente no seio dos elementos de uma mesma família. Essa teoria foi confirmada por vários estudos realizados em filhos de pais que sofriam de perturbações de humor, criados por pessoas não afetadas por esses problemas. Verificou-se que tais indivíduos apresentavam perturbações de humor que nunca tinham se manifestado nos pais adotivos.

Pode-se afirmar que, para todos eles, descrever a sensação de inutilidade, tristeza, angústia é quase nula, porque tal vivência no interior da alma do deprimido significa que qualquer coisa se rompe subitamente e faz cair a vida em pedaços, sem deixar qualquer saída. Ao mesmo tempo, o sofrimento é tão grande que o isola completamente do mundo exterior, a ponto de parecer que os outros não conseguem compreender o tormento interior que dilacera a sua existência. A depressão, nesses casos, produz aquele sentimento de estranhamento diante do mundo e do outro, que todo deprimido conhece bem. Episódios depressivos e quadros de depressão podem acontecer em todas as fases do desenvolvimento humano (KOENIG, 2012, p. 146).

A causa exata da depressão permanece desconhecida. A explicação mais plausível aponta para um desequilíbrio bioquímico nas sinapses dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor. Na depressão, bem como em todas as psicoses em geral, o sujeito sofre de alterações nas estruturas dos neurônios, mormente no funcionamento das sinapses. Tal afirmação se baseia na comprovada eficácia dos antidepressivos. O fato de ser um desequilíbrio bioquímico não exclui tratamentos farmacológicos e psicológicos. A medicação apropriada restaura o equilíbrio bioquímico e a psicoterapia restaura o equilíbrio psicológico, podendo levar a pessoa a obter uma compensação bioquímica (KAPLAN; SADOCK, 1986; 2010; GREBB, 1997, p. 80-85).

A depressão de grande mal, o transtorno bipolar tem raízes profundas na genética do sujeito. Os aspectos biopsicossociais envolvidos são fatores precipitadores da doença. Quando um dos avós ou progenitores do sujeito sofre de depressão, o risco da incidência da doença varia entre 25 a 30%. A existência de deprimidos na família é um fator importante, inclusive no diagnóstico da depressão.

A depressão se manifesta quando determinados sistemas de transmissão entre as células do cérebro, ou seja, as sinapses e os mediadores químicos, se alteram. Com efeito, para que o sistema nervoso funcione bem, é necessário que a transmissão das mensagens elétricas de um neurônio para outro ocorra por intermédio do ponto de contato entre uma célula e outra, que se designa por sinapse. Quando uma mensagem elétrica enviada por um neurônio chega à sinapse, provoca a liberação de determinadas substâncias químicas, os neurotransmissores, que funcionam como mensageiros, depois de passarem ao neurônio seguinte, onde provocam a saída de um novo sinal elétrico.

Consequentemente, quando a atividade de alguns neurotransmissores se altera, podem ocorrer transmissões perturbadas. No aparecimento da depressão em particular são três os neurotransmissores principalmente implicados: a serotonina, a endorfina e a noradrenalina − responsáveis pela sensação de bem-estar. Esses neurotransmissores podem estar envolvidos em todas as funções que se apresentam alteradas durante a depressão e que provocam os sintomas característicos desta (DAMÁSIO, 2011).

Parece existir correlação entre certos acontecimentos estressantes na vida das pessoas e o início de um episódio depressivo. Contudo, tais eventos não podem ser responsabilizados pela manutenção da depressão. Trabalhos recentes demonstram que, mais do que a influência genética, o ambiente familiar durante a infância pode ser um dos fatores responsáveis pelos surtos depressivos. Os eventos estressantes, oriundos do meio, provavelmente disparam a depressão reativa nas pessoas predispostas, vulneráveis. O assédio moral no trabalho, por exemplo, tem sido um fator desencadeante da depressão.

A relação entre etiologia, sintomas, processos bioquímicos, resposta ao tratamento e evolução dos transtornos de humor ou afetivos ainda não é suficientemente bem compreendida para permitir sua classificação de forma a receber aprovação universal (BAHLS, 1999). Até o momento, nenhum marcador biológico definitivo para os distúrbios afetivos foi encontrado, sendo a questão de sua classificação ainda aberta e campo de acirradas discussões (GUIMARÃES, 1993).

AS VÁRIAS FACES DA DEPRESSÃO

Basicamente, existem as depressões monopolares (este não é um termo usado oficialmente) e a depressão bipolar (termo oficial). O transtorno afetivo bipolar se caracteriza pela alternância de fases depressivas com fases maníacas, de exaltação, alegria ou irritação do humor. A depressão monopolar só possui uma fase, a melancolia. Aparece como uma forma depressiva da doença bipolar, anteriormente chamada de Psicose Maníaco Depressiva. Os pacientes depressivos bipolares são aqueles que alternam episódios de mania ou agitação com estados de melancolia geralmente na mesma intensidade.

Uma classificação mais completa é aquela oferecida por Henry Ey et al. (1965, p. 184-226), que categorizou as depressões a partir do curso da melancolia aguda simples nos seguintes quadros: Depressão Melancólica Simples; Depressão Maior; Melancolia Estuporosa ou Catatônica; Melancolia Ansiosa; Distimia; Melancolia Delirante.

Depressão Melancólica Simples. Caracteriza-se pelo surgimento de crises de tristeza e escassez de dor moral profunda. Geralmente, ocorrem em intervalos de seis a sete meses. Na Antiguidade, esse quadro era denominado melancolia com consciência. O buraco negro da depressão pode se manifestar sob diversas formas, pois não existe uma depressão, mas, sim, depressões. Compete ao psiquiatra identificar os vários tipos e prescrever o tratamento adequado. O sujeito se apresenta apático, neurastênico, fatigado. Apresenta ainda impotência diante da vida e improdutividade intelectual. O indivíduo se sente enfermo e tem necessidade de conforto.

Depressão Maior. Esta forma é caracterizada por humor deprimido, em que o indivíduo comunica por meio da fala, da mímica e do comportamento uma vivência de dor e abatimento (manifesta em aumento da irritabilidade, acessos de cólera, frustração, tristeza etc.). Essa vivência é diferente da tristeza normal, a que cada um está sujeito mediante situações desfavoráveis da vida, tanto em intensidade e duração como pela sua natureza. Além disso, contrariamente ao que se sucede na tristeza normal, o indivíduo atingido por essa forma de depressão se mostra insensível ao encorajamento, à amizade e ao amor.

Outros sintomas associados a esse mal são: diminuição ou desaparecimento do interesse e do prazer em todas, ou quase todas, atividades habituais, como a presença do companheiro ou dos filhos, a prática de esporte, a música e os hobbies. Ocorre o abrandamento da atividade psíquica e motora, que leva o deprimido a falar e a se mover pouco, e, quando o faz, é lentamente e com dificuldade. Há ainda a falta de energia, o sentimento de inadaptação, de inutilidade, de desespero, de culpa; falta de apetite e perda de peso; perturbações do sono (sofre de insônia quase total ou de despertar matinal precoce; pensamentos de morte e, por vezes, ideias ou tentativas de suicídio). Os períodos de depressão têm início e fim, mais ou menos, identificáveis e, entre um período e outro, o indivíduo deprimido se sente bem. Cada episódio pode se manifestar espontaneamente ou após determinados momentos de estresse.

Melancolia Estuporosa ou Catatônica. Esta forma alcança seu ápice na total inibição psicomotora. O deprimido fica absolutamente imóvel − a chamada imobilidade cérea: não fala, não come, não produz nenhum gesto, nenhum movimento. Sua face permanece fixa em uma expressão de dor e desespero. Essa mímica de tristeza facilita o diagnóstico diferencial dos outros quadros depressivos. Na esquizofrenia catatônica o paciente pode permanecer sentado, imóvel, com as mãos sobre os joelhos, dorso e cabeça curvado, na posição fetal ou como múmia. Na catatonia, o paciente mostra uma expressão facial vazia, mas com rápida circulação e batimentos cardíacos, sugestivo de medo; o olhar pode mover-se rapidamente como de forma persecutória.

Geralmente a pessoa com o episódio agudo de esquizofrenia catatônica não apresenta maiores resistências e aceita ser encaminhada e internada em um hospital. Após a internação, é comum apresentar negativismo. Porta-se de forma rígida quando examinada e flexibilidade cérea, ou seja, se colocada em uma posição incomum, retém esta posição por um certo tempo, depois, como se fosse uma estátua de cera derretendo, o membro vai retornando à sua posição normal de forma lenta. Esse comportamento representa uma suspensão da vontade, a qual se expressa também pela ecolalia e ecopraxia.

Melancolia Ansiosa. Esta forma se caracteriza pelo predomínio da agitação ansiosa, pela intensidade do medo, o qual é vivenciado, às vezes, como Síndrome de Pânico. O sujeito, nesse estado, tem necessidade de mudar de lugar, mexe com as mãos, lamenta, soluça, geme, suplica. Geralmente a ideia de que vai morrer ou de que algo terrível está para acontecer acompanha os sentimentos. Esta forma de depressão tem frequentemente origem em traumas e disfunções no seio da família. A depressão ansiosa é muito sensível aos fármacos e à psicoterapia. A ansiedade pode ser uma das manifestações da melancolia.

Distimia. O termo indica uma forma de depressão ligeira, crônica, que perdura por um período mais longo. Embora qualquer pessoa possa se sentir desmoralizada, desmotivada, triste ou inadaptada, quem sofre de distimia apresenta sintomas depressivos quase que diariamente e durante grande parte do dia por um período mínimo de dois anos. O indivíduo pode ainda demonstrar baixa autoestima, comer e dormir mais ou menos do que o habitual, sentir-se fatigado, ter dificuldade em se concentrar ou tomar decisões e experimentar uma sensação de desespero. Tais sintomas, porém, são menos graves do que os da Depressão Maior.

Melancolia Delirante. As ideias delirantes em alguns quadros de melancolia foram estudadas por Seglas, que classificou essa forma de depressão. Esse quadro depressivo apresenta as seguintes características: (a) uma tonalidade afetiva penosa e sofrida; (b) ideias monótonas − o sujeito expressa sempre as mesmas ideias de forma repetitiva; (c) as ideias delirantes são fracas e geralmente mais ricas em emoções do que em intelecção; (d) apresentam conteúdos passivos − o sujeito aceita sua tragédia pessoal como uma sina, um destino, uma predestinação; e (e) os delírios apresentam referência ao passado (recriminações, remorsos etc.) ou ao futuro (temor, ansiedade etc.).

Os temas das ideias delirantes mais frequentes são:

Culpabilidade. Consiste em ideias de falta, de mancha, de pecado. Manifestam-se por meio de um sentimento de indignidade perante Deus e a vida. No campo religioso, predomina o sentimento de ter ofendido a santidade de Deus, de impureza moral e espiritual, de ter infringido as leis do Criador. Este pesquisador acompanhou alguns religiosos com essa disfunção, os quais acreditavam haver cometido um pecado mortal, ou seja, um pecado que não tem perdão. No caso, esta convicção de pecado e a sensação de punição iminente da parte de Deus são causadas pela depressão e não por um ato moral.

Frustração. Geralmente a pessoa apresenta sentimentos de ruína, de desgraça real ou imaginária. O deprimido pressente que o infortúnio, a doença e/ou a ruína o espreitam. No campo religioso prevalece o sentimento de desamparo divino. Deus o abandonou. Encontra-se à mercê da sua própria sorte e esta certamente não lhe sorri. Quando a depressão é acompanhada de crises de pânico, ele tem a sensação de morte iminente. Pressente que vai morrer a qualquer hora, em qualquer lugar. Tal sensação se acentua quando o deprimido experimenta qualquer vislumbre de felicidade: aí os pensamentos e ideias delirantes de morte surgem para acabar com qualquer possibilidade de alegria de viver.

Hipocondria. O deprimido às vezes se sente doente; vive a expectativa de adquirir uma doença quase sempre incurável. Busca constantemente o médico e solicita diversos exames. Seus intestinos são afetados, sua respiração é problemática, seu coração pode sofrer um colapso. O deprimido pressente a morte. A morte o espreita e trama contra ele com uma enfermidade que a qualquer momento o acometerá. Se surge uma doença nova, esta já está crescendo em suas entranhas. Se um amigo morre de alguma enfermidade, esta também o levará desta para a outra vida. Este pesquisador ouviu de um hipocondríaco a seguinte narrativa: “Doutor, sofro de muitas doenças. Asma, bronquite, rouquidão. Problemas de fígado. Problemas nos rins. Problemas do coração. Basta surgir uma doença nova e eu pego” (sic).

Geralmente os pacientes hipocondríacos lotam o pronto-socorro dos hospitais e as unidades de saúde, muitas vezes em busca daquele afeto que não recebem da família e/ou da comunidade. Outros se tornam viciados em remédios de todo tipo, embora a doença seja uma representação teatral do sofrimento. O sofrimento não é representação, é verdadeiro. Os hipocondríacos estão em toda parte e nas mais distintas classes sociais. Reclamam sempre das doenças e não podem passar sem médicos e sem medicamentos. Não são verdadeiramente doentes, mas hipocondríacos − pessoas que têm compulsão por medicamentos.

Segundo especialistas da Unicamp, como o Brasil não tem tradição de vigilância farmacêutica, de cada três medicamentos comprados dois são adquiridos sem receita médica. Os hipocondríacos se destacam, tanto para o grupo social como para o médico, pois sofrem de muitas doenças. Na verdade, afora a questão de origem psíquica, que os leva aos consultórios e às farmácias, eles estão muito bem de saúde.

Influência e possessão. São pessoas que se sentem vazias e possuídas por alguma força ou influência maligna. Às vezes acreditam estar possuídas por demônio. Em algumas versões do Cristianismo, a depressão é resultado de possessão demoníaca e deve ser tratada com exorcismo. Se não está possesso, está, pelo menos, oprimido − o que dá no mesmo.

Negação. As ideias culminam quase sempre com o tema da negação: negação do mundo, negação do corpo, negação da vida e da morte. Negação da realidade. O deprimido mergulha em uma espécie de caverna emocional, onde vivencia toda sua dor e sofrimento. É um lugar de refúgio contra o mundo e seus males, contra a realidade e seus ataques. Parece que esse é o caso do profeta Elias: E ali entrou numa caverna e passou ali a noite; e eis que a palavra do Senhor veio a ele, e lhe disse: Que fazes aqui Elias?” (1 Reis 19:1-9).

Outros tipos de depressão

A ciclotimia pressupõe uma clivagem no estado de humor. Nenhum de nós apresenta um humor totalmente retilíneo ou estável. Todos apresentamos flutuações que dependerão de inúmeras variáveis, como as condições do meio exterior, clima, estresse, excesso de informações, problemas circunstanciais, oscilações hormonais, condições de sono, perdas, ganhos, idade etc.

A pessoa portadora de um quadro de ciclotimia, porém, apresenta instabilidade persistente de humor, que pode variar do estado de exaltação ou euforia ao estado de depressão e mau humor. São sintomas característicos da ciclotimia: a aceleração mental, a euforia, a irritabilidade, a tagarelice, os sentimentos de onipotência e grandiosidade, a insônia e a diminuição do senso crítico, alternados com sintomas do espectro depressivo.

Um diagnóstico de distimia, por sua vez, deve basear-se nos seguintes critérios:

a) Humor deprimido, referido pelo próprio indivíduo ou observado por outros, quase todos os dias e durante grande parte do dia, ao longo de dois anos.

b) Pelo menos dois dos seguintes sintomas durante os momentos de depressão: falta ou excesso de apetite; mais ou menos sono em relação ao habitual; perda de energia ou fadiga; diminuição da autoestima; dificuldade em se concentrar ou tomar decisões; sensação de desespero; nenhum episódio maníaco ou hipomaníaco; ausência de outras perturbações mentais (por exemplo, esquizofrenia). Os sintomas não são imputáveis ao uso de substâncias químicas (drogas ou fármacos) ou a doença (por exemplo, hipotireoidismo). Profundo sofrimento ou comprometimento das atividades cotidianas.

Já a depressão traumática ou reativa se caracteriza pela existência de uma razão concreta, geralmente a perda de um ente querido, do emprego, de um amor, as perdas naturais das crises de desenvolvimento da vida adulta etc. A melancolia, nesse caso, expressa o luto do sujeito pela dor que está sentindo. A dor e o luto são reações naturais que podem desaparecer ao longo do processo de elaboração da perda. Sua duração é diretamente proporcional ao sentido e ao valor do objeto perdido para o sujeito.

Registra-se, todavia, que um luto natural não deve passar de um ano. Quando isso ocorre, a depressão reativa neurótica já afetou aquelas estruturas neurais responsáveis pela produção e captação de serotonina e endorfina, e torna-se, portanto, necessário buscar ajuda. Esse é o único caso em que a depressão pode ser tratada apenas pela psicoterapia. Recomenda-se, todavia, para apressar a recuperação do paciente, o atendimento multidisciplinar.

A depressão também pode ocorrer por fatores climáticos. Nos países nórdicos durante o inverno ocorrem mais casos de depressão e suicídio do que no verão. Tal ocorrência é chamada de transtorno de humor sazonal − uma depressão que se inicia no outono ou inverno e se caracteriza por sintomas depressivos, como ter menos prazer, menos interesse, tristeza. Caracteriza-se também por muito sono, mais apetite e predileção por carboidratos. A falta de luminosidade pode afetar regiões do cérebro responsáveis pelo relógio biológico. Banho de luz ajuda a solucionar o problema. Em tais casos, pesquisas precisam ser ainda realizadas para se verificar se o clima gera ou simplesmente potencializa a depressão.

Pérsio Ribeiro Gomes de Deus (2014) faz uma classificação bem mais simples e objetiva do transtorno bipolar, que constitui um problema em que a pessoa alterna períodos de muito bom humor e períodos de irritação ou depressão. As chamadas oscilações de humor entre a mania e a depressão podem ser muito rápidas e ocorrer com muita ou pouca frequência.

Tipos de transtorno bipolar

Transtorno bipolar tipo 1. O paciente apresenta pelo menos um episódio maníaco e períodos de depressão profunda. Antigamente, o transtorno bipolar do tipo 1 era chamado de depressão maníaca.

Transtorno bipolar tipo 2. O paciente nunca apresentou episódios maníacos completos, mas apresenta períodos de níveis elevados de energia e impulsividade não tão intensos como os da mania, a hipomania. Esses episódios se alternam com episódios de depressão. Uma forma leve de transtorno bipolar chamada ciclotimia envolve oscilações de humor menos graves. Pessoas com essa forma alternam entre hipomania e depressão leve. As pessoas com transtorno bipolar do tipo 2, ou ciclotimia, podem ser diagnosticadas incorretamente como tendo apenas depressão.

DEUS (2014) descreve ainda os principais sintomas da fase maníaca do transtorno bipolar, que dependem do tipo exato da doença e costumam variar de pessoa para pessoa. Para algumas, os picos de depressão são os que causam os maiores problemas. Para outras, a preocupação é maior durante os picos de mania. Pode acontecer também de sintomas de depressão e hipomania ocorrerem ao mesmo tempo.

Principais sinais do transtorno bipolar

Fase maníaca. Distrair-se facilmente; redução da necessidade de sono; capacidade de discernimento diminuída; pouco controle do temperamento; compulsão alimentar, beber demais e/ou uso excessivo de drogas; manter relações sexuais com muitos parceiros; compulsão para gastos excessivos; hiperatividade; aumento de energia; pensamentos acelerados que se atropelam; fala em excesso; autoestima muito alta (ilusão sobre si mesmo ou habilidades); grande envolvimento em atividades; grande agitação ou irritação.

A fase maníaca do transtorno bipolar pode durar dias e até mesmo meses. Os sintomas acima são mais comuns em pessoas que apresentam o tipo 1 da doença. No tipo 2, os sinais são similares, mas menos intensos. Na fase maníaca do transtorno bipolar, sentimentos de energia multiplicada, criatividade e euforia são comuns. As pessoas que experimentam um episódio maníaco frequentemente falam a mil por hora, dormem muito pouco e são hiperativas. Também podem se sentir todo-poderosas, invencíveis ou destinadas à grandeza.

A pessoa na fase de mania se sente bem no início, mas tende a perder seu controle. Muitas vezes se comporta de forma imprudente durante um episódio maníaco: desperdiça as economias em jogos de azar, envolve-se em atividades sexuais impróprias ou faz investimentos financeiros tolos, por exemplo. Também pode ficar com raiva, irritada e agressiva – provocando brigas, atacando outros quando não concordam com seus planos e repreendendo quem critica seu comportamento. Algumas pessoas até entram em delírio ou começam a ouvir vozes.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Há mais de cem anos que a depressão vem sendo pesquisada pela psicologia, pela psiquiatria e pela neuropsicologia. Na verdade, a depressão é o mal do século XXI. Aproximadamente dez por cento da população do mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde, sofre de depressão. O Brasil tem duzentos milhões de habitantes mais ou menos, portanto, são vinte milhões de pessoas deprimidas. A depressão e o suicídio andam juntos, posto que pelo menos trinta por cento dos deprimidos tentam suicídio pelo menos uma vez na vida.

Como o mal do século XXI, cada vez mais pessoas são acometidas de depressão e/ou episódios depressivos. O consumo de antidepressivos no Brasil é um dos maiores do mundo. No universo religioso, especialmente no mundo cristão, a depressão é representada socialmente como um problema de natureza espiritual, à semelhança da medicina xamânica. Isso pode criar um problema a mais para o deprimido, seja no retardamento da busca de tratamento, seja na compreensão da própria enfermidade − compreensão essa essencial para o processo de cura.

As pesquisas sobre depressão no contexto da religião e da espiritualidade ainda são escassas no Brasil. Este trabalho busca contribuir para diminuir essa lacuna, haja visto que cada vez mais os quadros depressivos e aspectos próprios da experiência religiosa se encontram intimamente relacionados e, por vezes, são confundidos tanto pelos religiosos quanto por alguns profissionais da medicina e da psicologia. Tal confusão pode ser potencializada quando o profissional de saúde comunga da mesma fé religiosa que seu paciente. Não raro, esse profissional também pode cair na armadilha de espiritualização da enfermidade, atualmente tão comum nos meios religiosos.

A patologização da depressão e mesmo da experiência religiosa não parece ser um bom caminho ou um caminho de bom senso para tratar dessa questão. A análise psicológica a posteriori de personagens e textos bíblicos à luz da psicopatologia contemporânea também deve ser desconsiderada.

A relação entre doença mental e experiência religiosa foi trabalhada por Carl Gustav Jung e abriu a possibilidade de um diagnóstico diferencial entre saúde mental e vivências puramente espirituais. É nessa direção que trabalhamos. É isso o que procuramos desenvolver e apresentamos neste estudo. Jung demonstrou ainda que a doença mental e a experiência religiosa apresentam rituais e práticas muito semelhantes em sua evolução, especialmente em casos da esquizofrenia. Essa proposição de Jung foi demonstrada pelas pesquisas de Nise da Silveira com mais de uma centena de pacientes em mais de quatro décadas e hoje se encontram no acervo do Museu de Imagens do Inconsciente, no Hospital Pedro II, Rio de Janeiro (JUNG, 1986; SILVEIRA, 1981).

Jung postula que a doença mental é a melhor condição da mente humana diante da realidade. A mente adoece para preservar sua própria psique e sobreviver. Depressão está ligada à repressão em seus aspetos regenerativos e enriquecedores. A energia psíquica se volta para o próprio indivíduo em um processo forçado de introversão. A energia introjetada fica represada e precisa ser consumida no sofrimento, na dor, na angústia.

A depressão, na verdade, não é causada por problemas espirituais, mas por fatores bioquímicos; são os mediadores químicos do cérebro que causam a depressão. Neste caso, ou o cérebro consome mais do que produz desses mediadores ou ele não produz o suficiente para o consumo. Os mediadores químicos, como a endorfina, a serotonina, a ocitocina, dentre outros, são os responsáveis pela sensação de bem-estar e prazer.

Quando esses mediadores químicos não são produzidos adequadamente por alguma razão, por exemplo, um estresse muito forte, a perda de um ente querido ou mesmo a perda de um emprego, o sujeito pode desenvolver uma depressão profunda. Às vezes, a depressão apresenta causas genéticas; noutras, trata-se de uma depressão reativa como resposta ao estresse. Então, podemos concluir com base na neurociência que a depressão é uma doença.

A boa notícia é que a depressão tem tratamento, controle e até mesmo cura. O tratamento da depressão deve envolver, em primeiro lugar, assistência espiritual, porque a espiritualidade e a fé são fatores produtores de resiliência. Além disso, o deprimido precisa do auxílio de um neurologista ou psiquiatra, posto que existe no mercado medicação eficaz contra a depressão. Alguns dos medicamentos não são nem tarja preta, como a Fluoxetina e a Paroxetina e seus derivados. Existem outros muito bem colocados, com poucos efeitos colaterais, como a Certralina.

O deprimido precisa de psicoterapia, porque o mundo do deprimido é em preto e branco, é um mundo congelado, parado. Uma depressão que se estende por mais de seis meses altera a percepção que a pessoa tem de Deus, a percepção do mundo, a percepção que ela tem de si mesma e das outras pessoas. Daí a psicoterapia pode ser eficaz para mudar as relações dessa pessoa com Deus, com o mundo, com ela mesma. A pessoa que trata da depressão de forma espiritual, de forma medicamentosa, de forma psicológica ou psicoterapêutica pode viver com a qualidade de vida de uma pessoa saudável: casar, constituir família, trabalhar, estudar.

Este trabalho propõe que a depressão seja tratada de forma integrada e total. Todo o conhecimento que o paciente traz sobre sua doença é relevante para o seu tratamento. Mesmo aquele conhecimento que o psiquiatra e o psicólogo muitas vezes consideram desnecessário, como a concepção religiosa da depressão. Todos os fatores envolvidos na depressão devem ser considerados. Assim, um tratamento eficaz não prescinde da ação do guia espiritual, como não prescinde da medicina neurológica e psiquiátrica, nem tampouco dos conhecimentos psicológicos do psicoterapeuta ou analista.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABREU, A. D. Religiosidade e loucura: estudos das representações da loucura em pessoas religiosas que se encontram em tratamento de transtorno mental. 2005. Dissertação (Mestrado em Ciências da Religião). Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2005.

ADAMS, Jay. A theology of Christian counseling − More than redemption. Phillipsburg: Presbyterian and Reformed, 1979.

ADAMS, Jay. O manual do conselheiro cristão. 4. ed. São José dos Campos/SP: Fiel, 1994.

ADAMS, Jay. Conselheiro capaz. 6. ed. São Paulo: Fiel, 1987.

ALEXANDER, Franz G.; SELESNICK, Sheldon T. História da psiquiatria: uma avaliação do pensamento e da prática psiquiátrica desde os tempos primitivos até o presente. São Paulo: Ibrasa, 1968.

ALMEIDA, A. M; LOTUFO NETO, F. Religião e comportamento suicida. In: MELEIRO, A. M; TENG, C. T; WANG, Y. P. (eds.). Suicídio: estudos fundamentais. São Paulo: Segmento Farma, 2004.

ALVES, Rubem. O que é religião. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

ALVARENGA, Pedro Gomes de; ANDRADE, Arthur Guerra de. Fundamentos em psiquiatria. Barueri/SP: Manole, 2008.

BAHLS, Saint-Clair. Depressão: uma breve revisão dos fundamentos biológicos e cognitivos. Interação n. 3, p. 49-60, Paraná, 1999.

BAILLARGER, Jules-Gabriel-François. Folie à double forme. Annales médico-psychologiques du système nerveux, 1854.

BAUER, Moisés E.; GAUER, Gabriel J.; NARDI, Nance B. Depressão maior e atividade do sistema imunológico. Revista ABP-APAL 15(3):87-94, jul-set 1993.

BELTRÁN, G. A. Obra Antropológica VIII: Medicina y magia, el proceso de aculturación em la estructura colonial. México: Fondo de Cultura Económica, 1992.

BERGER, Peter; LUCKMANN, Thomas. A construção social da realidade: Tratado de sociologia do conhecimento. Tradução: Floriano de Souza Fernandes. 8. ed. Petrópolis/RJ: Vozes, 1990.

Bíblia de ESTUDOS DE GENEBRA. São Paulo: Cultura Cristã, 2016.

BIRMAN, Joel. Arquivos da psicanálise. Revista Viver Mente & Cérebro: Memória da Psicanálise. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.

BLEICHMAR, Hugo. Depressão: um estudo psicanalítico. São Paulo: Artes Médicas, 1997.

BOWLBY, Edward J. M. Tristeza e depressão. Apego e perda. Tradução: Wantensir Dutra. São Paulo: Martins Fontes, 1985, v. 3.

BRANDÃO, Marcus Lira. Neurologia das doenças mentais. São Paulo: Lemos, 1993.

BRAUN, Ivan Mário. Depressão. São Paulo: Maltese, 1994.

BYINGTON, C. A. B. Transcendência e totalidade. Revista Viver Mente & Cérebro: Memória da Psicanálise. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009, v. 2.

BURNS, David D. Antidepressão. A revolucionária terapia do bem-estar. Tradução: Maria Luísa de Abreu Lima Paz. São Paulo: Cienbook, 2015.

CAMPBELL, Robert J. Dicionário de Psiquiatria. São Paulo: Martins Fontes, 1986.

CAPRA, Fritjof. O Tao da Física. Tradução: José Fernandes Dias. São Paulo: Cultrix, 1980.

CASTIGLIONI, Arturo. Encantamiento y magia. México: Fondo de Cultura Económica, 1981.

CHABROL, Henri. A depressão do adolescente. Campinas/SP: Papirus, 1988.

CID-10. Classificação de transtornos mentais e de comportamento da CID-10. Porto Alegre/RS: Artes Médicas, 1993.

CORDÁS, Táki Athanassios. Depressão da bile negra aos neurotransmissores. São Paulo: Lemos, 2002.

DAHLKE, Rüdiger. A doença como símbolo. Pequena enciclopédia de psicossomática. Sintomas, significados, tratamento e remissão. São Paulo: Pensamento; Cultrix, 1996.

DALGALARRONDO, Paulo. Relações entre duas dimensões fundamentais da vida: saúde mental e religião. Revista Brasileira de Psiquiatria 8(3): 177-178, 2006.

DAMÁSIO, Antonio R. E o cérebro criou o homem. Tradução Laura Teixeira Mota. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

DANUCALOV, Marcello Árias Dias; SIMÕES, Roberto Serafim. Neurofisiologia da meditação. Investigações científicas no yoga e nas experiências mítico-religiosas: a união entre ciência e espiritualidade. São Paulo: Phorte Editora, 2006.

DEL PORTO, J. A. Evolução do conceito e controvérsias atuais sobre o transtorno bipolar do humor. Revista Brasileira de Psiquiatria 26(3), São Paulo, out 2004.

DELUMEAU, Jean. O pecado e o medo. A culpabilização no Ocidente. Tradução: Álvaro Lorencini. Bauru: Edusc, 2003, v. 1 e 2.

DEUS, Pérsio Ribeiro Gomes. A depressão no contexto da psiquiatria e da religião. In: GOMES, Antônio Máspoli de Araújo. Eclipse da alma. A depressão e seu tratamento sob o olhar da psicologia, da psiquiatria e do aconselhamento pastoral solidário. 2a. ed. São Paulo: Fonte Editorial, 2014.

DEUS, Pérsio Ribeiro Gomes. A influência do sentimento religioso sobre cristãos portadores de depressão. 2008. Dissertação (Mestrado em Ciências da Religião). Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2008.

DURKHEIM, Émile. As formas elementares de vida religiosa. O sistema totêmico na Austrália. Tradução: Joaquim Pereira Neto. São Paulo: Paulinas, 1989.

DURKHEIM, Émile. O suicídio. Estudos de sociologia. Tradução: Mônica Stahel. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

EDINGER, Edward F. O arquétipo cristão. São Paulo: Cultrix, 1995.

EISENDRATH, P. Y; DAWSON, T. Manual de Cambridge para estudos junguianos. Porto Alegre/RS: Artmed, 2002.

ELIADE, Mircea. O Xamanismo e as técnicas arcaicas do êxtase. Tradução: Beatriz Perrone-Moisés; Ivone Castilho Benedetti. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

ELIADE, Mircea. O mito do eterno retorno. Tradução: Manuel Torres. Lisboa: Edições 70, 1969.

ELLISON, C. W. Solidão, uma doença psicológica. Rio de Janeiro: Record, 1980.

ESTEVÃO, G; SONENREICH, C; ALTENFELDER, L. M. Psiquiatria: propostas, notas, comentários. São Paulo: Lemos, 1993.

EY, Henry; BRISSET, Charles; BERNARD, Paul. Tratado de psiquiatria. Versión española: C. Ruiz Ogara. Barcelona: Toray Masson, 1965.

FALRET, Christophe. Études cliniques sur les maladies mental. Londres: Nabu Press, 2010.

FÉDIDA, Pierre. Dos benefícios da depressão: elogio da psicoterapia. São Paulo: Escuta, 2002.

FREUDENBERGER, H. & RICHELSON, G. Burnout: The high cost of high achievement. New York: Bantan Books, 1980.

FENICHEL, Otto. Teoria psicanalítica das neuroses. Tradução: Samuel Penna Reis. Rio de Janeiro: Atheneu, 1981.

FIERZ, Heinrich Karl. Amor e psique. In: Psiquiatria junguiana. Tradução: Cláudia Lopes Duarte. São Paulo: Paulus. 1997.

FOUCAULT, Michel. Doença mental e psicologia. Tradução: Lílian Rose Shalders. 2a. ed. Rio de Janeiro: Biblioteca Tempo Universitário, n. 11, 1964.

FOUCAULT, Michel. História da loucura. 6a. ed. São Paulo: Perspectiva, 1964.

FORDHAM, Frieda. Introdução à psicologia de Jung. São Paulo: Edusp, 1966.

FRAZER, James G. Um ramo de ouro. Tradução: Waltensir Dutra. São Paulo: Círculo do Livro, 1980.

FREUD, Sigmund. Edição Standard Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, v. VII, 1972.

FREUD, Sigmund. Luto e melancolia. (Obras Completas). Rio de Janeiro: Imago, v. XIV, 1988.

GIRARD, René. A violência e o sagrado. Tradução: Martha Conceição Gambini. São Paulo: Paz e Terra; Unesp, 1990.

GODO, Carlos. A tecnologia do misticismo. In: Religião e Psicologia. Revista Estudos de Religião-Umesp, São Paulo, ano 1, n.1, mar 1985.

GOMES, Antônio Máspoli de Araújo et al. Eclipse da alma. A depressão e seu tratamento sob o olhar da psicologia, da psiquiatria e do aconselhamento pastoral solidário. São Paulo: Fonte Editorial, 2010.

GOMES, Antônio Máspoli de Araújo. In: LUCENA, Célia Toledo; CAMPOS, Maria Cristina de Souza. Representações sociais do corpo e da sexualidade no protestantismo. (s.n.), 2008.

MASPOLI, , Antônio Máspoli. Culpa e graça. São Paulo: Reflexão: 2017.

GONÇALVES, Marcia. Religiosidade e saúde: perspectivas de continência conjunta. 2000. Tese de pós-graduação apresentada à Unicamp, Campinas, 2000.

GORENSTEIN, C.; PANG WANG, Y.; HUNGERBUHLER, I. Instrumentos de avaliação em saúde mental. Porto Alegre: Artmed, 2016.

GUIMARÃES, F. S. Distúrbios Afetivos. In: GRAEFF, F. G; BRANDÃO, M. L. (eds.) Neurobiologia das doenças mentais. São Paulo: Lemos, 1993, p. 79-108.

GUS, Isaac. Depressão: o que é e como se trata. São Paulo: Rocca, 1990.

HURDING, Roger F. A árvore da cura: modelos de aconselhamento e psicoterapia. Tradução: Márcio Loureiro Redondo. São Paulo: Vida Nova, 1995.

HUTZ, Claudio Simon, ZANON, Cristian, VAZQUES, Ana Cláudia Souza. Escala de autoestima de Rosenberg. In: HUTZ, Claudio Simon. Avaliação em psicologia positiva. Porto Alerge: Artmed, 2014.

JASPERS, Karl. Psicopatologia geral, psicologia compreensiva, explicativa e fenomenológica. Rio de Janeiro; São Paulo: Atheneu, 1985, v. 1 e 2.

JOÃO, Mauro Ivan. Depressão: síndrome da dependência psicológica. São Paulo: EPU, 1987.

JONES, William H. S. Philosophy and medicine in ancient Greece. New York: Arno Press, 1979.

JOHNSON, Paul. Psychology of pastoral care. New York: Abingdon Press, 1953.

JOHNSON, Paul. Psicologia da religião. São Paulo: Aste, 1964.

JUNG, Carl Gustav. O homem e a descoberta da sua alma. Porto: Livraria Tavares Martins, 1975.

JUNG, Carl Gustav. A dinâmica do inconsciente. Petrópolis/RJ: Vozes, 1998.

JUNG, Carl Gustav. A prática da psicoterapia. Contribuição ao problema da psicoterapia e à psicologia da transferência. Tradução: Maria Luiza Appy. Petrópolis/RJ: Vozes, 1988.

JUNG, Carl Gustav. Psicologia da religião ocidental e oriental. Petrópolis/RJ: Vozes, 1983.

JUNG, Carl Gustav. Símbolos da transformação. Rio de Janeiro: Vozes, 1986.

JUNG, Carl Gustav. The integration of the personality. New York: Farrar Rinehart, 1994.

KAKAR, Sudhir. Chamanes, místicos y doctores, uma investigación psicológica sobre La Índia y sus tradiciones para curar. México: Fondo de Cultura Económica, 1993.

KAPLAN, Harold I; SADOCK, Benjamin J; GREBB, Jack A. Compêndio de psiquiatria. Ciência do comportamento e psiquiatria médica. Tradução: Maria Cristina Monteiro. 9. ed. Porto Alegre/RS: Artes Médica, 2007.

KENDELL, Robert Evan. To Psychiatric Studies. Churchill Livingstone: Universidade de Michigan, 1993.

KHAN, M. MASUD R. Psicanálise, teoria, técnicas e casos clínicos. Tradução: Glória Vaz. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1977.

KIROV, George. Religious faith after psychotic illness. Psychopathology n. 31, p. 234-245, Basel, 1998.

KLAMEN, Debra; TOY, Eugene C. Casos clínicos em psiquiatria. Introdução: Adriana Veronese. Porto Alegre/RS: Artmed, 2005.

KOENIG, H. G. Religiousness and mental health: a review. In: Handbook of religions and health: a century of research reviewed. New York: Oxford Press University, 2001.

KOENIG, H. G; GEORGE, L. K; PETERSON, B. L. Religiousness and remission of depression in medically ill older patients. American Journal of Psychiatry 155, 1998.

KRAEPELIN, Emil. Manic-depressive insanity and paranoia (Classics in Psychiatry). Mishawaka: Bookseller Rating, 1889.

KRISTEVA, Julia. Sol negro: depressão e melancolia. Rio de Janeiro: Rocco, 1989.

KUHN, Thomas S. The structure of scientific revolutions. Chicago: University of Chicago Press, 1977.

LAFER, Beny. Depressão no ciclo da vida. Porto Alegre/RS: Artmed, 2000.

LAPLANCHE, Jean; PONTALIS, Jean-Bertrand. Vocabulário da Psicanálise. São Paulo: Martins Fontes, 1986.

LEXIKON, Herder. Dicionário de símbolos. São Paulo: Cultrix, 1990.

LLOYD-JONES, Martyn. Depressão espiritual. São Paulo: PES, 1987.

MALTA, Dâmaris Cristina de Araújo. Angústia, fé e sentido da vida na pós-modernidade. In: GOMES, Antônio Máspoli de Araújo. Eclipse da alma. A depressão e seu tratamento sob o olhar da psicologia, da psiquiatria e do aconselhamento pastoral solidário. 2a. ed. São Paulo: Fonte Editorial, 2014.

MARQUES, Andrea H; CIZZA, Giovanni; STERNBERG, Esther. Interações imunocerebrais e implicações nos transtornos psiquiátricos. Revista Brasileira de Psiquiatria vol. 29, supl.1, maio 2007. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44462007000500006.

MEURER, S.T.; LUFT, C.B.; BENEDETTI, T.R.; MAZO, G.Z. Validade de construto e consistência interna da escala de autoestima de Rosenberg para uma população de idosos brasileiros praticantes de atividades físicas. Motricidade, v. 8, n. 4, p. 5-15, Desafio Singular – Unipessoal, Vila Real, Portugal, 2012.

MENDELS, Joseph. Conceitos da depressão. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1972.

MOFFATT, Alfred. A psicoterapia do oprimido. Ideologia e técnica da psiquiatria popular. Lisboa: Cesário Alvim, 1981.

MOSCOVICI, Serge. A representação social da psicanálise. Tradução: Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1978.

MURDOCK, George Peter. Theories of illness. A world survey. Pittsburgh: University of Pittsburgh Press, 1980.

NARRAMORE, Clyde M. The psychology of counseling. Michigan: Grand Rapids Zondervan, 2000.

OCAMPO, Maria Luisa S. et al. O processo psicodiagnóstico e as técnicas projetivas. Tradução: Miriam Felzenszwald. São Paulo: Martins Fontes, 1981.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Classificação de transtornos mentais e de comportamento do CID 10: descrições clínicas e diretrizes diagnósticas do CID 10. Porto Alegre/RS: Artes Médicas, 1993.

OTTO, Rudolf. O Sagrado. Tradução: Prócoro Velasques Filho. São Bernardo do Campo/SP: Imprensa Metodista, 1985.

PACHECO, Anna Mathilde; NAGELSCHMIDT, Chaves. Religião e arquétipos. In: Religião e Psicologia. Estudos de Religião l. São Bernardo: Instituto Metodista de Ensino Superior, 1985.

MASPOLI, Antônio Máspoli. Um olhar sobre depressão e religião numa perspectiva compreensiva. Disponível em: https://antoniomaspoli.com.br/um-olhar-sobre-depressao-e-religiao-numa-perspectiva-compreensiva/

PIERI, Paolo Francesco. Dicionário junguiano. Tradução: Ivo Storniolo. Petrópolis/RJ: Vozes; Paulus, 2002.

PINEL, Philippe. Tratado médico filosófico de la negación mental o mania. Madrid: Ediciones Nueva, 1980.

PLAUT, Fred; SHORTER, Bani; ANDREW, Samuels. Dicionário crítico de análise junguiana. Tradução: Pedro Ratis e Silva. Rio de Janeiro: Imago, 1988.

QUEVEDO, João; SILVA, Antonio Geraldo da. Depressão, teoria e clínica. Porto Alegre/RS: Artmed e ABP − Associação Brasileira de Psiquiatria, 2013.

RANGÉ, B. et al. Psicoterapias cognitivo-comportamentais, um diálogo com a psiquiatria. Porto Alegre/RS: Artes Médicas, 2001.

RAMOS, Denise Gimenez; MACHADO, Péricles Pinheiro. Consciência e evolução. In: Viver mente e cérebro. São Paulo: Duetto, 2006. Coleção Memória da psicanálise n. 2.

RUBEL, A. J. The epidemiology of folk illness: susto in Hispanic America. Ethiology 3. In: Culture, disease, and healing. New York: Macmillan Publishing, 1977.

SAMUELS, Andrew; SHORTER, Bani; PLAUT, Fred. Dicionário crítico de análise junguiana. Rio de Janeiro: Imago, 1986.

SANTOS, Mário Ferreira dos. Dicionário de Filosofia e Ciências Sociais. São Paulo: Maltese, 1963.

SCHULTZ, Johannes Heinrich. Das Autogene Training. Leipzig: Thieme, 1932.

SILVEIRA, Nise. Imagens do incosciente. Rio de Janeiro: Alhambra, 1981.

SMITH, Timothy B. et al. Religiousness and depression: evidence for a main effect and the moderating influence of stressful life events. Psychological Bulletin, v. 1, 2003.

SOLOMON, Andrew. O demônio do meio-dia, uma anatomia da depressão. Tradução: Myriam Campello. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.

SONENREICH, Carol. O que os psiquiatras fazem. São Paulo: Casa de Leitura Médica, 1991.

SPURGEON, Charles. Lições aos meus alunos. São Paulo: Mundo dos Clássicos, 2003. Volume 1.

STEUER, R.O. Aetiological principle of pyaemia in ancient Egyptian medicine. Bulletin of the History of Medicine Supplement, n. 10, 1948.

STEUER, R.O; SAUNDERS, J. B. Ancient Egyptian and Indian medicine. Berkeley: University of California Press, 1959.

TAMAYO, Ruy Pérez. El concepto de enfermedad: su evolución a través de la historia. Guadalajara: Faculta de Medicina, Unam; Fondo de Cultura Económica, 1988, Tomo I, p. 22-59.

TAMOYO, Alvaro; PINHEIRO, Angela de Alencar Araripe. Sexo e solidão: uma revisão. Rio de Janeiro: Arquivos Brasileiros de Psicologia, v. 4/85, 1985.

TAMOYO, Alvaro; PINHEIRO, Angela de Alencar Araripe. Conceituação e definição de solidão. Revista de Psicologia, v.2. Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, 1984.

TOURNIER, Paul. Culpa e graça − Uma análise do sentimento de culpa e o ensino do evangelho. Tradução: Ruth Silveira Eismann. São Paulo: ABU, 1985.

TOURNIER, Paul. Técnica psicoanalítica y fé religiosa. Buenos Aires: Editorial La Aurora, 1969.

TEMKIN, Owsei. Galenism −Rise and decline of a medical philosophy. London: Cornell University Press, 1973.

TREPPNER, Peter. Depressões. São Paulo: Editorial Presença, 1998.

 

VAZ SERRA, A. Atribuição e autoconceito. Psychologica, Coimbra. Volume 1, 1988, p. 127-141.

 

VERNANT, Jean Pierre. Entre mito e política. Tradução: Cristina Murachco. 2a. ed. São Paulo: Edusp, 2002.

WILBER, Ken. Grace and Grit − Spirituality and healing in the life and death of Treya Killam Wilber. Boston; London: 2000.

WILBER, Ken. O espectro da consciência. São Paulo: Cultrix, 1982.

WILBER, Ken. Psicologia integral, consciência, espírito, psicologia, terapia. Tradução: Newton Roberval Eichemberg. São Paulo: Cultrix, 2009.

WORDEN, William J. Terapia do luto. Porto Alegre/RS: Artes Médicas, 1998.

Antonio Maspoli
Antonio Maspoli
Sou Antonio Maspoli, cidadão do mundo, Teólogo e Psicólogo. Deus é a minha herança pessoal, meu caso de amor! Deus encantou-me com o a sua presença. E abriu-me as porta do conhecimento do numinoso: "Eu cri, por isso compreendi" (Agostinho). Desde então dediquei a minha vida a conhecer a Deus. E a minha existência a compreender a natureza humana.

Deixe uma resposta

Espaço para interações e depoimentos.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *