Elementos históricos da Psicologia Comunitária

Relações humanas na família brasileira.
7 de maio de 2019
A Imago Dei, a religião como símbolo na psicologia analítica
14 de maio de 2019

Elementos históricos da Psicologia Comunitária

Dr. Antonio Maspoli

1.Introdução

A motivação para a realização deste trabalho emergiu das inquietações do autor quanto à necessidade de encontrar respaldo teórico em Psicologia Social que contribuísse para o aprimoramento da práxis do psicólogo na Comunidade. Posto que o diálogo entre a Teoria e Práxis, em Psicologia Comunitária, ocorre de forma dinâmica em face da demanda da comunidade, o que tem levado muitas práticas a um ativismo questionável, sem o embasamento teórico necessário para a ação empreendida em nome de Psicologia.

O primeiro contato do autor com a psicologia na comunidade ocorreu em 1978, quando, como estudante, participou de um projeto voltado para a educação de adolescentes desenvolvido pela Secretaria de Educação da Prefeitura Municipal de Campinas na favela de São Marcos, em Campinas, São Paulo. Posteriormente, este diálogo com a práxis da psicologia na comunidade foi enriquecido participação em dois projetos comunitários no Rio de Janeiro. Neste momento o autor teve a oportunidade de coordenar a implementação de um clube de lazer para a terceira idade, em 1992, e, neste mesmo ano, coordenou também a implantação da Clínica de Psicologia da Faculdade de Psicologia do Instituto Brasileiro de Medicina de Reabilitação. Convém registrar que o autor permaneceu à frente do Serviço de Psicologia Aplicada do referido Instituto até janeiro de 1995.

Trabalhando com Psicologia na Comunidade, o autor necessitou de respaldo teórico e, por isso, resolveu voltar-se para a Psicologia Social em busca de subsídios. No entanto, a Psicologia Social apenas ampliou as suas inquietações, levando-o à realização deste trabalho, a fim de preencher lacunas, aprofundar algumas questões teóricas e práticas sobre a Psicologia Comunitária e levantar alguns problemas que possam ser heurísticos na realização de pesquisas posteriores sobre este tema.

A Associação Psicológica Americana criou a Divisão 27, ou Divisão de Psicologia na Comunidade, em 1966. Em 1992, a Psicologia Comunitária foi classificada pelo Conselho Federal de Psicologia como uma prática convencional da Psicologia no Brasil (Witter, 1992). A relevância deste tema hoje é tão considerável que “alguns psicólogos sociais consideram que a Psicologia Comunitária é a prática da Psicologia Social no Brasil” (Bonfim, 1992, p.13).

O resultado desta relevância é a publicação, nos últimos dez anos, de mais de uma centena de títulos em língua portuguesa sobre este tema, alguns focalizando questões teóricas sobre a psicologia na comunidade e outros relatando experiências sobre a atuação do psicólogo nesta área.

Estes conhecimentos vêm sendo cada vez mais utilizados por profissionais de psicologia preocupados em utilizá-los em benefício da comunidade. Estes profissionais vêm buscando instrumentalizar teorias e técnicas psicológicas para atender à demanda comunitária por uma melhor qualidade de vida.

Esta atuação, no mais das vezes, carece de uma fundamentação teórica em Psicologia Social, perdendo-se, noutras, num ativismo que serve apenas para a produção de textos sem muita consistência e pulverização dos parcos recursos comunitários, tendo como produto final a massificação do saber psicológico sem a necessária contextualização deste saber.

Esta pesquisa de levantamento consiste, pois numa análise dos estudos teóricos relacionados à Psicologia Comunitária, bem como de um mapeamento das atividades dos psicólogos que atuam em Organizações Não Governamentais, no Município do Rio de Janeiro a fim de realizar um levantamento das teorias e técnicas psicológicas utilizadas nestas atividades.

A psicologia Comunitária surge num contexto mais amplo de desenvolvimento e transformação da própria Psicologia Social, envolvendo a descoberta de novas abordagens relativas aos problemas sociais e do comportamento humano, a partir dos grandes eventos que sacudiram o mundo histórico e científico na primeira metade deste século. O surgimento da Psicologia Comunitária foi tão relevante que chegou a ser considerado como a terceira revolução psiquiátrica, comparável à primeira revolução em saúde mental, levada a efeito por Pinel, no século XVIII, e à segunda revolução psiquiátrica, empreendida por Freud e seus seguidores, no século XIX (Hobbs, 1964).

A literatura psicológica aponta três fatores responsáveis pelo surgimento da Psicologia Comunitária: a mudança de ênfase na psicologia, o movimento em prol da saúde mental nos Estados Unidos e, finalmente, a crise de relevância da psicologia social.

    1. A Mudança de Ênfase nas Teorias Psicológicas

A psicologia surge no século XIX, calcada na tradição científica do positivismo e, a partir daí, desenvolve suas teorias considerando o indivíduo isoladamente como produto de si mesmo. No início deste século, porém, surgem algumas idéias que irão modificar a ênfase dos estudos psicológicos, levando a psicologia a voltar-se para o estudo do sujeito e da sua construção no processo de interação social.

Wundt (1916, apud Farr, 1981, p. 251) foi o primeiro a procurar fora do indivíduo explicações para o desenvolvimento dos processos mentais. Em sua Völkerspsychologie (1920), ele afirma que os processos mentais mais elevados deveriam ser estudados através do método histórico, por meio dos produtos sociais, especialmente a linguagem, a arte, a religião e a cultura, de um modo geral. Sua tese central, nesta sua psicologia dos povos, é que somente mediante o estudo dos produtos sociais é possível descobrir a natureza dos processos psíquicos por meio dos quais estes produtos se formaram. A cultura é um produto coletivo da mente humana e a “linguagem é a chave da psicologia social” (Farr, 1981, p. 252).

Outra influência significativa para a mudança de ênfase em psicologia foi àquela exercida por Mead (1972). Este filósofo e psicólogo social formulou a teoria do interacionismo social, a fim de explicar a construção social do eu. Os elementos fundamentais da sua teoria são o eu, a sociedade e a relação eu/sociedade.

O eu é formado por duas instâncias. O eu propriamente dito, que é uma resposta do indivíduo às atitudes dos outros ou a internalização destas atitudes pelo sujeito nos papéis sociais e o mim, que é o complexo formado pelas atitudes generalizadas da comunidade, o grupo, o processo social, a sociedade. Complexo este formado pela linguagem, pelas artes e por outras manifestações culturais do grupo.

A sociedade é a comunidade, o “outro organizado”, responsável pela unificação do eu numa totalidade por meio de interação social. Neste processo de organização a linguagem é utilizada como mediadora entre o indivíduo e a sociedade, aquilo que os psicólogos chamam de mente é o produto social deste processo de interação, é uma realidade virtual produto da cultura.

Para Mead (1972), uma pessoa é uma personalidade porque pertence a uma comunidade e absorve as instituições desta comunidade como suas e se utiliza da linguagem como uma mediadora entre o eu e esta comunidade. Holland (1979) comenta a teoria do eu social de Mead, procurando defini-la em relação à linguagem e à cultura. Diz ele:

O trabalho de Mead contém contradições fascinantes. Ele escreve como um Behaviorista, traçando o desenvolvimento dos seres sociais humanos a partir dos seus antecedentes no comportamento animal, e ainda trabalha no sentido de montar um modelo da pessoa usuária da língua, engajada em interações simbólicas – um eu que passa a existir através do processo da linguagem”. (p.22)

O pensamento de Mead representou uma reação aos postulados da psicanálise sobre a subjetividade dos processos mentais e sobre os conteúdos puramente intrapsiquícos do eu porque coloca estes processos no âmbito dos processos sociais objetivos.

Pela vertente psiquiátrica, Sullivan (1953, apud Millon, 1973) e Laing (1965) procuraram desenvolver teorias para explicar as causas das doenças mentais nas relações interpessoais do indivíduo, e não apenas em sua vida intrapsíquica. A concepção destes autores é que o indivíduo adoece no contexto das relações interpessoais.

Sullivan (1953, apud Millon, 1973), embora reafirmasse a importância da hereditariedade na formação do organismo humano, acreditava, porém, que o indivíduo é fruto das interações sociais. Para ele, as experiências interpessoais são capazes de alterar o funcionamento mental. A interação social transforma o homem, uma entidade biológica, em um organismo social. Esta concepção social do homem coloca uma ponte entre a Psiquiatria Social e a Psicologia Social.

Bender (1978) afirma que a influência da Psicologia Interpessoal, de Sullivan, foi determinante para o surgimento da Psicologia Comunitária na Inglaterra, pois sua abordagem psicoterápica incluía a família do paciente no atendimento como um dos fatores etiogênicos da sua enfermidade mental. A inclusão da família no tratamento do paciente trouxe com este o grupo e sua cultura.

Posteriormente, na França, Moscovici (1973) desenvolve uma pesquisa sobre a representação social da psicanálise, isto é, a psicanálise tal como a sociedade a representa, e desenvolve a partir deste trabalho, a Teoria das Representações Sociais. As Representações Sociais podem ser definidas como:

Entidades quase tangíveis. Elas circulam-se e cristalizam-se incessantemente através de uma fala, um gesto, um encontro, em nosso universo cotidiano. A maioria das relações sociais estabelecidas, os objetos produzidos ou consumidos, as comunicações trocadas, delas estão impregnadas. Sabendo que as representações Sociais correspondem, por um lado, à substância simbólica que entra na elaboração e, por outro, a pratica que produz a dita substância, tal como a ciência ou os mitos correspondem a uma prática a mítica”. (Moscovici, 1973, p.41)

As representações sociais seriam imagens mentais que fazem a mediação entre o indivíduo e o grupo, entre o individual e o coletivo, entre o indivíduo e a cultura. Seria uma modalidade de conhecimento que tem por função a elaboração das várias formas de manifestações culturais na comunicação entre os indivíduos.

A mudança de ênfase nas teorias psicológicas da psicologia do indivíduo para a psicologia das relações interpessoais culminou na Psicologia Social, a evolução de paradigma desta psicologia que evolui do Behaviorismo para o modelo Cognitivista (Duck, 1980). A Psicologia Social continua uma psicologia do indivíduo, mas incluindo neste a idéia de representação social e de relações interpessoais. O indivíduo passa a ser estudado no contexto das suas interações:

Como uma pessoa sente e pensa a respeito de outra, como a percebe e o que faz para ela, o que espera que ela faça ou pense, como reage a ações da outra”. (Heider 1958, p.11)

Heider (1958) enfatiza que seus estudos se referem à percepção de um determinado indivíduo em relação à presença do outro. Neste sentido, estuda apenas a díade. No entanto, com esta sua colocação já estava posto o machado na raiz da árvore. A psicologia social, até então prisioneira do indivíduo isoladamente considerado, busca refúgio numa psicologia do sujeito socialmente construído e interacionalmente representado. Esta mudança de direção é tão profunda que alguns psicólogos gostariam até de mudar o nome da Psicologia Social para Psicologia das Relações Interpessoais.

1.2. O Movimento em Prol da Saúde Mental nos Estados Unidos

O movimento de saúde mental comunitário americano tem suas raízes num outro movimento mais antigo, que é o movimento em prol da higiene mental. Historicamente falando, pode se disser que a higiene mental nasceu com a publicação da obra “A Mind That Found Itself”, (Beers, 1920). O autor deste livro conseguiu mobilizar a opinião pública dos Estados Unidos e dos principais países da Europa Ocidental para os problemas causados pela política de saúde mental vigente baseada nos princípios de confinamento e exclusão dos doentes mentais. Nesta obra, Beers relata as suas experiências pessoais, durante o período em que esteve internado num hospital psiquiátrico, após ter sofrido uma grave crise mental. Nela, descreve os principais erros cometidos pelo tratamento dispensado aos doentes mentais. Após a sua saída do hospital, empenhou-se na fundação da Liga de Higiene Mental, e, em 1909, nasce a Associação Nacional de Higiene Mental Americana. Em 1920, foi fundada a Liga Francesa; em 1921, a Belga; e, em 1922, a Liga Inglesa, seguida da Liga Alemã (Carrol, 1972).

O movimento em prol da higiene mental marca o início do esforço da comunidade de promover a saúde mental e demonstra a importância desta na prevenção e no tratamento do doente mental, questionando o modelo tradicional de tratamento psiquiátrico de confinamento do paciente.

Muitos psicólogos foram atraídos por este movimento e a partir de 1950 a Psicologia Comunitária surge como eficiente instrumento de trabalho em saúde mental, promovendo uma reavaliação das funções tradicionais do psicólogo e questionando a sua psicologia frente à demanda comunitária (Gallindo, 1981).

A participação dos psicólogos nos programas de ação comunitária em prol da saúde mental nos Estados Unidos teve início com a convocação do governo americano, logo após a II Guerra Mundial. Estes profissionais foram engajados no tratamento dos soldados que voltavam da guerra neurótica pelo batismo de fogo no campo de batalha. Esta participação ampliou-se na década de cinqüenta e naquela época estava vinculada, quase que em sua totalidade ao âmbito da psicologia escolar.

A inserção da psicologia nos programas governamentais americanos de saúde mental comunitária cresceu mais de 500%, entre 1950 e 1960. O número de profissionais em atividade nesta área passou de 520 para 2.724. Este crescimento levou os profissionais da Psicologia Escolar a uma reavaliação de sua práxis, incluindo nesta a família e a comunidade como causadores do comportamento humano e buscando respaldo teórico para suas afirmações nas ciências sociais, especialmente na sociologia (Hathaway, 1966 p.168).

Na década de 1960, Nunez (1966) constata a presença de inúmeros psicólogos trabalhando em programas específicos de saúde mental no Estado de Minnesota, que contava com um Departamento de Psicologia Clínica voltado para o atendimento da comunidade. Os psicólogos deste departamento prestavam os seguintes serviços psicológicos: psicologia clínica, orientação vocacional, psicologia preventiva e orientação voltada para a melhoria da qualidade de vida da comunidade. Nunez, (1966), afirma que “esta classe de serviço era realizada fora do hospital ou clínica psiquiátrica”. (p. 172).

A crescente e promissora atuação de psicólogos em programas de saúde mental comunitária e a falta de mais profissionais que atendessem à demanda levou os “National Institutes of Mental Health” à criação de cursos de especialização em Psicologia Comunitária.

A primeira Conferência de Psicologia Comunitária, em Austin, Texas, em 1965, e à criação, em 1967, da Divisão de Psicologia Comunitária da Associação Americana de Psicologia (Rodrigues, 1983).

1.3. A Crise de Relevância na Psicologia Social

Denomina-se crise de relevância na psicologia social ao movimento surgido dentro da própria Psicologia Social, nos Estados Unidos. Este movimento rapidamente encontrou eco na Europa e especialmente na América Latina, levando os psicólogos sociais destes dois continentes a uma atitude de contestação e de independência em relação à Psicologia Social norte-americana. A crise de relevância culminou com a busca de alternativas teóricas e metodológicas, na década de setenta.

As principais críticas suscitadas pela crise de relevância foram desferidas contra o modelo teórico da Psicologia Social baseado na formulação de micro teorias nem sempre suficientes para incluir outros dados da realidade do fenômeno que se propõe a explicar e contra o método empregado pelos psicólogos sociais. Método este baseado no positivismo e por isso, considerado insuficiente para representar todos os dados do fenômeno psicossocial. Criticavam ainda a falta de aplicações práticas dos resultados das pesquisas realizadas em situações sociais concretas.

Em outras palavras, a contestação era de que os problemas sociais tratados talvez não tivessem relevância no seio de uma sociedade que permanecia desatendida em todas as suas dificuldades, no convívio e nas relações interpessoais. Questionaram o objetivo das investigações, que consideravam pouco sociológico para uma psicologia dita social; rejeitaram a metodologia experimental como artificial; acusaram as teorias de mal articuladas; objetaram que os estudos permanecem encerrados nos laboratórios, perdendo de vista justamente o aspecto social das interações experimentais”. (Vasconcellos, 1993, p.22)

Os críticos da Psicologia Social (Heider, 1970; Marin, 1980; Duck, 1981; Rios, 1985; Gergen, 1973; Farr, 1981) consideravam a ênfase na experimentação e na quantificação insuficientes para apreender todos os aspectos relacionados com os sujeitos dos experimentos e questionavam o reducionismo do modelo behaviorista de caráter positivista americano. Questionavam ainda a ênfase da Psicologia sobre as questões de natureza individual nas pesquisas, em detrimento dos aspectos sociais e históricos relacionados ao sujeito.

A principal característica dos psicólogos sociais que desencadearam a crise de relevância consiste na preocupação com a aplicação prática dos achados da psicologia na melhoria da qualidade de vida das comunidades:

Favorecem aplicações práticas e consideram a psicologia social como o setor da psicologia ao qual cabe resolver os problemas sociais; daí enfatizarem a necessidade de uma psicologia social comunitária, ou seja, uma psicologia social que seja inserida nas comunidades e que tenha por objetivo promover o desenvolvimento de seus integrantes”. (Rodrigues, 1987, p.9)

Os resultados da crise de relevância foram positivos e estão diretamente relacionados ao surgimento da Psicologia Comunitária.

Nos Estados Unidos, a American Psychological Association volta-se para problemas relacionados com a prevenção e saúde mental comunitária e, em 1973, surge em Bogotá, Colômbia, a Associação Latino-Americana de Psicologia Social, que se tornará um importante fórum de produção científica. Este fórum é voltado para os problemas da Psicologia Social e com a aplicação dos resultados desta na melhoria das condições de vida na América Latina. (Rodrigues, 1987).

A Psicologia Comunitária surge como uma reação dos psicólogos sociais americanos, europeus e latino-americanos à Psicologia Social inspirada no modelo tradicional de se fazer ciência. Este seu caráter revolucionário haverá de marcar o curso do seu desenvolvimento, inclusive levando alguns psicólogos sociais a identificarem a psicologia social com a militância política, negando totalmente o seu caráter de cientificidade (Freitas, 1986).

No tocante à Psicologia Comunitária no Brasil, mesmo os psicólogos sociais brasileiros voltados para a Psicologia Social Básica de cunho eminentemente teórico já demonstravam preocupações com as aplicações da Psicologia Social na década de 1970:

Concluyendo, proponemos que los esfuerzos para el desarrollo de la Psicologia Social em Brasil:

  1. sean orientados para la formación de teorias de inspiración própias – que la tornaram, automaticamente, socialmente relevantes y que

  2. los modelos teóricos corrientes tomen en cuenta el dinamismo y la naturaleza bidirecional de la interación social”. (Ziviani, 1978, p. 21)

A Sociedade Interamericana de Psicologia (SIP) criou, em 1979, um Grupo de Trabalho em Psicologia Comunitária. Este grupo promoveu dois grandes seminários importantes sobre este tema, um em Havana, em 1980, e outro no Rio de Janeiro, em 1983. Em 1979 também foi criada, em São Paulo, a Associação Brasileira de Psicologia Social, voltada para a aplicação da Psicologia Social na “ação transformadora da comunidade brasileira” (Nascimento, 1990, p.2).

A Psicologia Comunitária no Brasil segue três grandes modelos de atuação: o modelo de ação comunitária americano, voltado para a higiene mental, enfatizando os aspectos de prevenção em saúde mental, por ações da própria comunidade, e o movimento de ação comunitária latino-americano, que tem duas grandes vertentes – a psicologia do desenvolvimento comunitário e a ação comunitária (Rodrigues, 1981; Bonfim, 1990).

ConSIdERAÇÕES FINAIS

A revisão da literatura desvelou três ramificações da Psicologia Social que dão suporte a Psicologia Comunitária no Brasil: o movimento em prol da saúde mental, a psicologia comunitária do desenvolvimento, ligada a psicologia social cognitiva e a psicologia de ação comunitária ligada ao materialismo dialético. A existência destas três correntes, por si só, são suficientes para demonstrar certa indefinição conceitual sobre o que se convencionou denominar Psicologia Comunitária. Esta Psicologia pode significar algo para um psicólogo que se dedica à saúde mental e logo vem significar outra coisa para outro psicólogo que se dedica a pesquisa e muda de sentido ainda para outro que trabalha com prostitutas e homossexuais. Respeitando esta dificuldade de definição podemos afirmar que a Psicologia Comunitária é a práxis da Psicologia na comunidade. Entendendo a comunidade como o lugar onde os indivíduos interagem, por um espaço de tempo definido pela sua duração e num espaço geográfico comum. Além das dificuldades de conceituação podem-se apontar ainda as seguintes fragilidades teóricas e metodológicas:

  1. Fragilidade Teórica – A Psicologia Comunitária é um saber em construção que vem sendo edificado mais pela ação do contato direto da Psicologia com a Comunidade do que pela elaboração de teorias apropriadas em Psicologia Social. Esta constatação facilita compreender porque quase todas as teorias existentes em psicologia foram citadas pelos sujeitos desta pesquisa embora a maioria das teorias referidas por estes, estejam relacionadas à Psicologia Social e suas ramificações na Psicologia Comunitária. Este pragmatismo impede o desenvolvimento de construções teóricas coerentes e impossibilita até mesmo uma preocupação maior com a congruência entre as teorias utilizadas no mapeamento da realidade e a metodologia instrumentalizada no atendimento da demanda comunitária.

b) Fragilidade Metodológica – Esta fragilidade teórica se reflete na metodologia instrumentalizada pelos sujeitos para atender a demanda da comunidade. Neste item quase todas as técnicas conhecidas em psicologia foram referenciadas. Parece que o importante é fazer uma psicologia que atenda a demanda comunitária sem uma preocupação mais consistente sobre o aspecto relevante da relação que deve existir entre a teoria e técnica psicológica.

Bibliografia

ALEXANDER, Franz G.(1966); Selesnick, Sheldon T. História da Psiquiatria: Uma avaliação do pensamento e da prática psiquiátrica desde os tempos primitivos até o presente. São Paulo: Difusão Cultural.

ANASTASI, Anne. (1972) Campos da Psicologia Aplicada. São Paulo: Universidade de São: Universidade de São Paulo.

ARBOU, Paul.(1973). Questionário de Psicológicos. Rio de Janeiro: Eldorado.

ANDERY, Alberto Abid. (1986) Psicologia na Comunidade. Psicologia Social – O homem em movimento. São Paulo: Brasiliense.

____________________. (1990) Psicologia na Comunidade do Brasil. Anais do I Encontro de Psicologia na Comunidade. São Paulo: ABRAPSO.

ARENDT, Ronald João Jacques(1988). Estágio Supervisionado: Primeiras conclusões do grupo de estudos. Psicologia Teoria e Pesquisa. Brasília: Universidade de Brasília, 1988, nº 1, vol. 1.

____________________. (1994) Considerações Críticas Sobre a Pesquisa em Psicologia Comunitária. IV Simpósio de Pesquisa e Intercâmbio Científico. ANPPEP.

AZEVEDO, Maria Alice S.(1980) Aplicabilidade da psicoterapia a clínica comunitária brasileira. Dissertação de Mestrado,PUCCAMP,Campinas.

BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70, Persona, 1977.

BASTIDE, Roger. Sociologia e Psicanálise. Edições Melhoramento. São Paulo: Universidade de São Paulo, 1974.

BECKER, Howard S.(1993) Métodos de Pesquisa em Ciências Sociais. São Paulo: Hucitec.

BEERS, Clifford Whittingham. (1920) Um Espírito que se Achou a Si Mesmo. São Paulo: Cia. Editora Nacional.

BENDER, Mike P.(1978) Psicologia na Comunidade. Rio de Janeiro: Zahar.

BERENGER, Maria Emília. (1982) A Psicologia Em Instituições de Assistência Social. Relato de uma experiência. Dissertação de Mestrado. Rio de Janeiro: PUC.

BERGER, Peter L.(1983) Perspectivas Sociológicas, uma visão humanística. Petrópolis: Vozes.

______________. e LUCKMANN, Thomas.(199) A Construção Social da Realidade. 8ª edição. Petrópolis. Vozes.

BLAIN, D.(1959) The Organizaction of Psyquiatry in the United States. In: ARIETI, S. New York: American Handbook of Psychiatry. Basic Books. New York.

BLEGER, José. (1989) Psico – Higiene e Psicologia Institucional. Porto Alegre: Artes Médicas.

__________________. (1980) Temas de Psicologia, entrevista e grupo. São Paulo: Martins Fontes.

BOMFIM, Elizabeth M.(1990) Psicologia Comunitária no Brasil. Reflexões históricas, teóricas e práticas. Anais do III Simpósio Brasileiro de Pesquisa e Intercâmbio Científico. Águas de São Pedro, São Paulo: ANPEPP.

__________. Et. Al.(1992) Fazeres em Psicologia Social. Campinas: Átomos, Conselho Federal de Psicologia.

BORR, Robert. (1994) O que é preciso para um bom aconselhamento. In: Ação Anti-AIDS, Boletim Internacional Sobre Prevenção e Controle da AIDS. Rio de Janeiro: Ação Anti-AIDS 24 março/maio de 1994.

BOTTOMORE, T.B. (1973) Introdução à Sociologia. 5ª edição. Rio de Janeiro: Zahar-MEC.

BRANDÃO, Carlos Rodrigues. (1981) Pesquisa Participante. São Paulo: Brasiliense.

BREA, Leonte. (1985) Psicologia Comunitária, condiciones para el surgimento de um nuevo paradigma em la psicologia comunitária. Cadernos de Psicologia, v. 7 n. 1, 1985.

CALLILE JÚNIOR, Miguel. (1972) Comunidade em Questão. Rio de Janeiro: Artes Gráficas.

CAMPOS. Regina Helena F.(1990) Psicologia Comunitária no Brasil. Anais do III Simpósio Brasileiro de Pesquisa e Intercâmbio Científico. Águas de São Pedro, São Paulo: ANPEPP, 1990.

CAMPOS, Florianita Coelho Braga, e a(1992). Psicologia e Saúde, Repensando Práticas. São Paulo: Editora Hucitec.

CANEIRO, Leandro Piquet & FERNANDES, Rubens Cesar. (1991) ONGs in the nineties. A survey of their Brazilian leaders. Rio de Janeiro: ISER, Núcleo de Pesquisa.

CANIATO, Ângela Maria. (1986)A Luta Pela Moradia de Ex-FaveladosComo Parte Essencial no processo de Formação da Consciência Social.Dissertação de Mestrado. São Paulo, PUC.

CANTER, David. (1985) El Potencial de la Teoria de las Facetas para la Psicologia Social Aplicada. Cadernos de Psicologia, v. 7, n. 1, 1985.

CAPLAN, Gerald. (1980) Princípios de Psiquiatria Preventiva. Rio de Janeiro: Zahar.

CARROL, Herbert A.(1972) Higiene Mental, a dinâmica do ajustamento. Lisboa: Portugalis,

CIULLA, Luiz. (1976) Saúde Mental nos Etapas da Vida. Rio Grande do Sul: Movimento.

D’AMORIM, Maria Alice. (1980) A Psicologia Comunitária. Considerações Teóricas e Práticas. Arquivo Brasileiro de Psicologia, 32. Rio de Janeiro.

DIAZ-GUERREIRO, R.(1971) Hacia una Teoria Historico-Bio-Psico-Social-Cultural del Comportamento Humano. México: Trilhas.

____________________. (1975) Una Teoria Sócio Cultural del Comportamento Humano. La Psicologia Social em Latinoamérica. México: Trilhas.

DUCK, Steves; GLAMOUR, Robin.(1980) The Devepment of Social Psychology. New York: Academicd Press.

DUNHAM, H. Warren. (1979)Psiquiatria Comunitária: a mais nova terapêutica popular. In: MILLON, Theodore. Teorias da Psicopatologia e da Personalidade. Rio de Janeiro: Interamericana.

EGG, Ezequiel Ander. (1967) Desarollo de La Comunidad. Buenos Aires: Editorial Humanistas.

ESCOVAR, L. A.(1977) El Psicólogo Social y el Desarollo. Psicologia.

____________________. (1979) Análisis comparada de dos modelos de câmbio social en la comunidad. AVEPSO Boletim, 2, 1979.

____________________. (1980) Hacia um Modelo Psicológico-Social del Desarollo. AVEPSO Boletim, 3, 1980.

ESTHER, Wiesenfeld. Proposición de una Intervención Tecnologia para el Mejoramiento. Caracas: Instituto y Exercício Psicologia, Escuela de Psicologia de U.C.A.B., XX Congresso Interamericano de Psicologia.

EVAN, Pritchard, E.E. (1978) Bruxaria, Oráculo e Magia entre o Azande. Rio de Janeiro: Zahar.

FARR, Robert.(1971) The Social Origins of the Human Mind: A Historical Note. In: FORGAS, Joseph (1981) Social Congnition, Perspectives on Everyday Understanding. New York: Europa Association.

FERREIRA NETO, Augusto; GARCIA, Sebastião. (1987) Desenvolvimento Comunitário, princípios para ação. Rio de Janeiro: Block Editores.

FIGUEIRA, Sérvulo A.(1981) O Contexto Social da Psicanálise. Rio de Janeiro. Francisco Alves.

FOUCAULT, Michel. Doença Mental e Psicologia. Rio de Janeiro: Biblioteca Tempo Brasileiro, 1984.

FRANCO, Vânia Carneiro. (1988) A Natureza das Técnicas de Intervenção em Comunidades. Psicologia e Sociedade. São Paulo: ABRAPSO.

FREITAS, Maria de Fátima. (1986) O Psicólogo na Comunidade. Um estudo da atuação de profissionais engajados em trabalhos comunitários. Dissertação de Mestrado, São Paulo: PUC, 1986.

____________________. (1988) Psicólogos na Comunidade: Importância e orientação do trabalho desenvolvido. Psicologia: Teoria e Pesquisa, n. 4 Brasília: Universidade de Brasília.

FREITAS, Marcos J. (1980) Psicologia Comunitária: uma abordagem sobre o saber e o poder. Dissertação de Mestrado. Rio de Janeiro: PUC.

FREUD, Sigmund. (1893) Primeiras Publicações Psicanalíticas. Edição Standard Brasileiras das Obras Completas. Rio de Janeiro: Imago.

GALLINDO, Lucy de Carvalho. (1981) A Psicologia Comunitária como Agente de Transformação Social. Dissertação de Mestrado. Rio de Janeiro: PUC.

GANGUILHEM, Georges. (1986) O Normal e o Patológico. Rio de Janeiro: Forense Universitária.

GERGEN, Kenneth.(1973) Social Psychology as History. Journal of Personality and Social Psychology, v. 16, n.1, 1973.

GEWANSZNAJDER, Fernando. (1973) O que é o Método Científico. São Paulo: Pioneira.

GOFFMAN, Erving. (1974) Manicômios, Prisões e Conventos. São Paulo: Perspectiva.

GOLANN, Stuart E.(1981) Community Psychology and Mental Health; An Analysis of Strategies and Survey of Training. In: ISCOE, Ira. Comunity Psychology, Perspectives in Training an Research. New York: Meredith Coroporation.

GOUDARD, Maria Tereza. (1992) Caminhos e Descaminhos da “Educação Paralela:”um estudo sobre o cotidiano das creches e escolas comunitárias da Maré.Dissteração de Mestrado,Niteroi,UFF,1992

GOLDBACH, Alfredo. (1994) Psicologia Escolar e Universidade, produção de conhecimento numa prática ético-política. Dissertação de Mestrado. Rio de Janeiro: UFRJ, 1994.

GRISEZ, Jean. (1978) Métodos da Psicologia Social. Rio de Janeiro: Zahar.

GUIMARÃES, Kátia, (1994) Oficinas: Aconselhamento Coletivo. In: Boletim Internacional de Prevenção e Controle da AIDS. Rio de Janeiro.

HAHARI, R. Et. Al.(1978) Teoria y Técnicas Psicológica de Comunidades Marginales. Buenos Aires: Ediciones Nueva Vision.

HATHAWAY, Virginia,(1966) New Roles for Psichologists in Community Mental Health. In: HEREFORD, Carl F.; NATALICIO Luiz. Memorias Del X Congreso de La Sociedad Interamericana de Psicologia. Lima, Peru.

HEIDER, Fritz. (1970) Psicologia das Relações Interpessoais. São Paulo: Universidade de São Paulo.

HOBBS, N.(1964) Mental Health’s Third Effectiveness. Personnel and Guidance Journal.

HOLLAND, Ray. (1979) Eu e o Contexto Social. Rio de Janeiro: Zahar.

ISCOE, Ira; SPIELBERGER, Charles D.(1981) The Current Status of Training in Community Psychology. In: ISCOE, Ira. Community Psychology, Perspectives in Training and Research. New York: Meredith Corporation.

JONES, Maxwell. (1972) A Comunidade Terapêutica. Rio de Janeiro, Vozes.

JUSTINO, Rosangela Alves. (1994) Homossexualidade x Heterossexualidade – uma possibilidade de Resgate da Heterossexualidade. Monografia apresentada para titulação de psicodramatista. Rio de Janeiro: Centro de Psicodrama do Rio de Janeiro.

JURBERG, Marise B.(1992) Abordagem Psicossociológica – Implicações e aplicações. Brasília: ANPEPP, 1992.

KAPLAN, Harold I.; SADOCK, Benjamim J.(1990) Compêndio de Psiquiatria. 2ª edição. Porto Alegre: Artes Médicas.

KATZ, Daniel; KAHN, Robert. (1974) Psicologia Social das Organizações, Rio de Janeiro: Zahar .

KLEIN, Donald C.; LINDERMANN. (1979)Intervenção Preventiva em Situações de Crise. In: MILLON, Theodore. Teorias da Psicopatologia e da Personalidade. Rio de Janeiro: Interamericana.

KEONING, Samuel. (1976) Elementos de Sociologia. Biblioteca de Ciências Sociais. Rio de Janeiro: Zahar.

KUBIE, Lawrence. (1979) Armadilhas da Psiquiatria Comunitária. In: MILLON, Teodore. Teorias da Psicopatologia e da Personalidade. Rio de Janeiro: Interamericana.

LAING, R.D. (1981) A Identidade Complentar. São Paulo, Martins Fontes.

LANDIM, Leilah. (1988) Sem Fins Lucrativos, As Organizações Não-Governamentais no Brasil. Rio de Janeiro: ISER, 1988.

LANE S. Et. al.(1984) Psicologia Social: O homem em movimento: São Paulo, Editora Brailiense.

LAPLANTINE, François. (1983) Aprender Antropologia. São Paulo: Brasiliense.

LAPASSADE, Georges. (1974) Grupos, Organizações e Instituições. 3º edição. Rio de Janeiro: Francisco Alves.

LOPEZ, Emilio Myra y. (1956) Roteiro de Saúde Mental. Rio de Janeiro: José Olímpio.

MAISONNEUVE, Jean. (1977) Introdução à Psicossociologia. São Paulo.

MALINOWSKI, Bronislaw. (1976) Argonautas do Pacífico Ocidental: um relato do empreendimento e da aventura dos nativos nos Arquipélagos da Nova Guiné Melanésia. São Paulo: Abril, V. XLIII.

MARCH, J.C.; SIMON, H.A. (1972) Teoria das Organizações. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas.

MARÍN, G.(1980) Hacia una Psicologia Social Comunitária. Revista Latinoamericana de Psicologia, 12.

MARTINS, J.S. E Forackhin M.(1978) Sociologia e Sociedade. Rio de Janeiro: Livro Técnico e Científico.

MATTA, Roberto da.(1987) Relativização, uma introdução à Antropologia. Rio de Janeiro: Rocco, 1987.

MEAD, G.H. (1972) Espiritu, Persona y Sociedad desde el Puno de Condutismo Social. Buenos Aires, Paidós.

MEINBERG. Regi Celi Cupello. (1988) Aplicações da Psicologia Social à Fonoaudiologia Clínica. Dissertação de Mestrado. Rio de Janeiro: Universidade Gama Filho, 1988.

MEIJAS, Nilce Pinheiro. (1993) Estudos sobre Estratégias de Avaliação – Intervenção em instituições de atendimento a criança. Resumo de Dissertações e Teses de Psicologia da Universidade de São Paulo. São Paulo: USP, 1993.

MELLO, Luiz Gonzaga de. (1987) Antropologia Cultural, iniciação, teoria e temas: Petrópolis: Vozes.

MERIN, G. La (1978)Psicologia Social y El Desarrollo de la América Latinad. AVEPSO Boletin. V.1, n.3.

MIKESSEL, Willian Henry. (1952) Higiene Mental. 2ª edição. Argentina: Biblioteca Pleamar Conocimiento.

MILLER, Kent S.(1981) Research Training in Community Mental Health. In: ISCOE, Ira. Community Psychology, Perpectives in Training and Research. New York: Meredith Psychology.

MILLON, Theodore. (1973) Teorias da Psicopatologia e Personalidade. Rio de Janeiro: Interamericana.

MONTERO, Matitza. (1980) Fundamentos Teóricos de La Psicologia Comunitária. Primeiras Jornadas Nacionales de Psicologia Escolar. Caracas: Sociedade Venezoelana de Psicologia Escolar.

____________________. (1980) Fundamentos Teóricos sobre la Psicologia Comunitária. Primeiras Jornadas Nacionales de Psicologia Escolar. Caracas: Sociedade Venezuelana de Sociologia Escolar.

MOFFAT, Alfredo. (1981)A Psicoterapia do Oprimido. Lisboa: Assírio Alvin.

MOSCOVICI, Serge. (1973) A Representação Social da Psicanálise. Rio de Janeiro: Vozes.

MORENO, Jacob (1987)O Psicodrama. São Paulo, Cultrix editora.

NASCIMENTO, Maria Lívia. (1990) Ramificações da Psicologia Social: Psicologia da atuação comunitária. Tese de Doutorado. São Paulo: PUC.

NASCLUTTI, Jacyra C. Rochael. (1994) Comunidade, Meio Ambiente e Qualidade de Vida: Novas Perspectivas Comunitárias. V Simpósio de Pesquisa e Intercâmbio Científico. Caxambu: ANPPEP.

NISBET, Robert(1978) A. Comunidade. In. MARTINS, J.S.; FORACI. M.M. Sociologia e Sociedade. Rio de Janeiro: Livro Técnico e Científico Editora.

NUNEZ, (1966) Rafael. El Psicologo em pequenas comunidades norte-americanas. In: HEREFORD, Carl F.; NATALICIO, Luiz. Memorial del X Congresso de La Sociedad Interamericana de Psicologia. Lima.

O’GORMAN, Frances. 1981) Dinâmica Comunitária nas Palavras do Povo. Rio de Janeiro: Vozes.

RAPPAPORT, J.(1977) Community Psychology: Values Research an Action. New York: Holt, Rinehart and Winston.

REIFF, Robert.E autores.(1981) The Need for Body of Knowledge in Community Psychology. In: ISCOE, Ira. Community Psychology, Perspectives in Training and Reserach. New York: Meredith Corporation.

RIOS, Hernan de los. (1985 Introdución a la Psicologia Social Aplicada. Cadernos de Psicologia. V.1, n.1, 1985.

RODIGUES, Aroldo. (1981) Aplicações da Psicologia Social. Rio de Janeiro: Vozes.

____________________. (1982)La Psicologia Social y el Processo Educativo. Chile: Universidade del Norte. Publicación semestral del Depto. de Norte. Publicación semestral del Depto. de Ciências de la Educación, 1982.

____________________. (1987) Sobre o Possível Transculturalidade e Transistoricidade de Teorias e Fenômenos Psicossociais. Tese apresentada ao concurso para titularidade em Psicologia Social na UFRJ, Rio de Janeiro.

SADER, Eder. (1987) Quando Novos Personagens entraram em Cena. Tese de Doutorado. São Paulo: USP, 1987.

SANCHEZ, Euclides; WIENSENFELD, Esther. (1983) Psicologia Social Aplicada y Participación: Metodologia General. Boletim da AVEPSO, v. VI n.3. Caracas, 1983.

__________. (1985)La Experiência Latinoamericana en la Aplicación de la Psicologia Social al Câmbio Comunitário. Cadernos de Psicologia, n.1, v.7, 1985.

SHILLING, Kurt. (1974) História das Idéias Sociais, Indivíduo, Comunidade Sociedade. 2ª edição. Rio de Janeiro: Zahar.

SOUZA, Herbert. (1991) As ONGs na Década de 90. Comunicações do ISR, ano 10, n. 41. Rio de Janeiro: ISER, 1991.

SPECTER, Gerald A & ZAX, Melvin.(1974) An Introduction to Community Psychology. New York, John Wiley & Sons, Inc..

SPIELBERGER, Charles D. Et al.(1975) Community Psychology in Transition. New York, A Halsted Press Book.

STEVENSON, G.S.(1944) The Prevention of Personality Disordrs. In: HUNT, Mc. V. Personality and Behaviour Disorders. New York: Ronald Press.

SULLIVAN, Harry Stack. (1973) Tratamento Psicanalítico Modificado da Esquisofrenia. In: MILLON, Theodore. Teorias da Psicopatologia e Personalidade. Rio de Janeiro: Interamericana.

SZASZ, Thomas. (1970) A Fabricação da Loucura. Rio de Janeiro: Zahar.

THIOLLENT, Michel. (1992) Metodologia da Pesquisa-Ação. São Paulo: Autores Associados.

TROFMAN, E. John et al.(1977) Tactics and Techniques of Community Pratice. Itasca, Illinois, E.E.Peacock Publishers, Inc.

TUNDIS, Silvério Almeida e COSTA, Nilson do Rosário. (1994) Cidadania e Loucura, Políticas de Saúde Mental no Brasil. Petrópolis: Vozes, em co-edição com ABRASCO.

VARELA, Jacobo A.(1974) Soluções Psicológicas para Problemas Sociais, uma introdução à Tecnologia Social. São Paulo: Universitária de São Paulo.

VASCONCELLOS, Maria Helena Lara de. (1993) O Que Há de Errado com a Psicologia Social – balanço e perpectivas. Dissertação de Mestrado. Rio de Janeiro: Universidade Gama Filho.

WEBER, Marx.(1969) A Ética Protestante e o Espirito do Capitalismo. Lisboa: Presença.

WITTER. Porto Geraldina, e GONÇALVES, Carmem L.C. (1992)Formação e Estágio Acadêmico em Psicologia no Brasil. IN: Psicólogo Brasileiro, a Construção de Novos Espaços. Campinas, Editôrta àtomo.

ZIVIANI, Cilio R.(1978) La Psicologia Social en Brasil. AVEPSO Boletim. Caracas.

Antonio Maspoli
Antonio Maspoli
Sou Antonio Maspoli, cidadão do mundo, Teólogo e Psicólogo. Deus é a minha herança pessoal, meu caso de amor! Deus encantou-me com o a sua presença. E abriu-me as porta do conhecimento do numinoso: "Eu cri, por isso compreendi" (Agostinho). Desde então dediquei a minha vida a conhecer a Deus. E a minha existência a compreender a natureza humana.

Deixe uma resposta

Espaço para interações e depoimentos.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *